Hoje o almoço foi o tal arroz apimentado de novo, só que voltei a pedir frango e ainda vou me acostumar com o fato de que e apenas uma pedaço de carne – bem menor do que a porção regulada do RU (Restaurante Universitário da UFJF) – e SEM salada. Alguém me salva?!
Durante a tarde, fiquei por conta da tal matéria, mas no final eram cinco páginas concluídas! Quando estava para sair, me convidaram para ir a uma festa que a revista patrocina. Começaria às nove da noite e os shows pareciam bem bons, mas diante do fato que o convite foi feito por um dos meus colegas de trabalho que daria o convite para ir com ele… não, muito obrigada! Além disso, Aga disse uma coisa que me fez repensar meu jeito receptivo e amigável de ser: fora do horário do trabalho nada de sair com colegas de trabalho, já vivemos oito horas por dia com eles e TRABALHANDO! Para isso, agora também estou no grupo de e-mails dos internships aqui de Ghana e já recebi um monte de e-mail – típico desses grupos, não é Galera da Caninha?!
Ainda bem que, apesar de não ir a tal festa, Aga sempre me traz um lugar para conhecer (conhecer, porque e no início, pois eu sei que com o tempo todos serão repetidos – assim como em Juiz de Fora quando eu cheguei, com a diferença de que aqui são só seis meses). Hoje fomos ao Champs! É meio longinho, mas vale a pena! ¢5 para entrar que é revertido em consumação.O lugar é muito bom! Cheio de bandeiras e até algumas camisetas de time penduradas no teto, TVs para tudo quanto é lado, um telão e umas quatro mesas de sinuca: um lugar que seria muito bem vindo na cidade que eu for morar (medo! Eu não tenho mais cidade!). Bom, pelo nome do lugar, vocês podem imaginar qual é o point para ver jogos de futebol em Ghana, né?! Apesar do meu fascínio, fiquei triste porque a bandeira do Brasil não estava lá. Mas comentando isso com Aga e Willian, percebemos que a da Polônia e a dos Estados Unidos também não estavam. Morri de rir quando ele disse: “Aqui só tem lugar para países menos importantes”.
Apesar da gafe (sem bandeira do Brasil onde passam jogos de futebol praticamente todos os dias? Como assim?), enquanto eu estava tomando minha cerveja reparei que na TV estava escrito algo em português Na hora, chamei a atenção dos indianos (Aga e Willian não estavam nesse momento) para o programa que estava passando: “It’s portuguese! It’s portuguese!”. Poderia falar que programa era, mas infelizmente percebi que era de Portugal – o melhor foi achar um erro de ortografia na legenda! Tudo bem que os “portugueses” são diferentes, mas escrevemos igual agora, não?!
Para não limitar minha felicidade em rever nosso português querido, finalmente conheci o brasileiro festeiro do primeiro dia. O melhor foi eu cutucando ele e perguntando em português mesmo se ele era brasileiro (a Aga havia apontado de longe quem era): imagina se eu erro a pessoa?! De tabela, conheci outra brasileira e mais dois portugueses. Vamos lá: o Brasil (seu nome e Rômulo, mas Brasil e seu sobrenome e, obviamente, como ele é chamado aqui) é de Fortaleza e chegou aqui em dezembro, já a Ana (na verdade, Ana Carolina, mas ela se apresenta como Ana também para ficar mais fácil) é de Balneário Camboriú e chegou uns dias depois de mim. Ele está aqui através do intercâmbio de DT da Aiesec e vai ficar aqui só mais uma semana e meia. Ela está aqui a trabalho e vai ficar um ano (companhia brasileira durante toda minha estadia!!!). Ah, os portugueses… boa pergunta! Nem me lembro dos nomes.
Conforme as horas iam passando, o lugar foi enchendo e resolvi voltar para a mesa em que eu estava. De lá, começamos a conferir karaokê!!! Sim, daqueles em que tem que subir no palco em frente a todo mundo! Eu amo karaokê e fiquei doida para ir cantar. Mas eu tinha dois problemas: os ganeses cantam MUITO bem e não conheço as músicas só de nome, portanto o mínimo que eu queria era conhecer a música. Então fiquei curiosa saber se eles tinham alguma música em português, mesmo se fosse a mais clichê de todas. Eles não tinham. Então, quando encontrei com a Ana e o Rômulo, eles toparam cantarmos juntos uma música conhecida. Escolhemos: Dancing Queen! Detalhe: pergunta se algum de nós sabia a música toda! Eu tensa com isso e o Rômulo tranquilamente disse que era só esperar aparecer a letra na tela.A nossa sorte é que o nível dos cantores começou a baixar e, como havia mais cinco músicas na nossa frente, demos mais sorte ainda de um grupo de americanos bêbados subir para cantar American Boy logo antes da gente. Resultado: morri de rir e ainda pudemos cantar mais “relaxados” a nossa. Tínhamos dois microfones e as mulheres ficaram com um e o homem com o outro: foi indescritível! Só sei que mais ri do que cantei e os meus companheiros cobriam minhas risadas para não ficar tão horrível assim. Ah, e é claro que eu pedi para alguém tirar foto da gente pagando esse mico. E não! Não teve nota (graças a Deus!).
Pensando que minha noite já tinha sido movimentada o suficiente, os brasileiros festeiros me arrastaram (tudo bem, eu não fui forçada!) até uma boate daqui: Twist. Fomos nós, Mathew (espero que se escreva assim mesmo, porque ele é dos Países Baixos) e um casal holandês. Lá chegando, fiquei sabendo que só dá gringo, mas ao mesmo tempo estava quase dando nada porque, digamos, já estava razoavelmente tarde (não me perguntem que horas, porque eu nunca sei!): dançamos um pouco e literalmente fomos convidados a nos retirar – o cara estava com a vassoura na mão já. Trocamos celulares para poder falar português às vezes e dá-lhe táxi até nossas casas!






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