Mais um dia cheio no trabalho, mas com direito a um almoço feito pela Aga na noite de ontem – e desta vez era salgado: arroz sem molho apimentado, atum, milho e creme de leite! Na volta o motorista não nos esperava e, noticiadas sobre o atraso de 45 minutos, preferimos pegar um táxi – na minha ausência de dinheiro estava quase esperando uma hora á mesmo, mas eu estava doida para ir para casa. Além disso, Aga havia prometido que faria panquecas a Bob – ficou com ciúme que ele não foi convidado no outro dia – e ele também queria copiar as fotos do aniversário do Peter, que estavam no meu computador – sim, esquecemos que ele poderia ter copiado ontem.
Antes de ele chegar fui rapidinho ao supermercado e comprei frutas! Ah, sim, não é a mesma variedade e quantidade que vemos no Brasil quando vamos às compras, mas pude trazer manga e abacaxi com uma ótima aparência e não tão caros, como a uva (a única que eu lembro o preço - ¢10!). Confesso para vocês que caminhar por aqueles corredores sem muito dinheiro foi desanimador, porque pasmem: quase cai de costas quando vi o preço dos produtos de limpeza e do papel higiênico, além de chocolate que eu estava crente que seria barato, já que o país é um grande produtor de cacau. No final, saí com reles três sacolinhas e desta vez feliz de ter sacolas, já que eu já não tinha onde colocar o lixo em casa (nunca achei que eu falaria isso!).
Quando Bob chegou eu havia acabado de tomar banho, toda descabelada, mas sem muito como fugir, porque meu quarto é a sala – que ótimo! Se bem que já estou num ponto que nem ligo mais para frescuras como essa – lembrei até de quando era mais nova e meu irmão chegava com uma leva de amigos em casa sem me avisar (apesar de eu saber, acho que o Bob chegou mais cedo do que o combinado).
Comemos, ouvimos algumas músicas e até o Mike apareceu para filar um pouco de panqueca. Depois de uma hora, eles nos chamavam para ir ao bar e eu recusei porque queria tentar falar melhor com o Pedro – ontem falei mais, mas queria uma conversa menos oscilante! E, depois de eles me olharem com uma cara de “vai ficar na internet enquanto a gente vai beber”, eles se foram.
Conversei com ele por muito tempo, até a lan house onde ele estava fechar. Conversei também com a Manú (estudamos juntas no colégio – quanto tempo!), a Kali e o Álvaro (que inclusive trocamos imagens na webcam – se bem que minha câmera só está mostrando meus dentes de tão escura!). Apesar de minha internet estar bem melhor – tanto que até consegui trocar a foto dele no orkut e ele não conseguiu (e olha que ele estava com Velox! Viu?! Viu?!) - não consegui usar webcam com o Pedro.
Na despedida eu já queria falar com ele de novo no dia seguinte, mas havia marcado de dançar salsa num lugar super conhecido daqui e não seria possível (essas duas horas de diferença me matam). Apesar de eu ter possibilidades de sair na quinta, abri mão e marquei de nos “encontrarmos” - além de eu precisar sossegar às vezes, né?! Estava bom o papo, mas acabou e eu tinha de dormir.PS: Meu companheiro de sono em Accra ;]
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