Como é barato e mais prático, resolvemos comprar pão com salada de novo para o almoço, só que hoje compramos um pão diferente onde somos clientes assíduas na hora do café da manhã e na hora do almoço (para comprar refrigerante): a ideia era tentar um pão mais salgado do que doce. Realmente ficou melhor, mas eu e Aga concordamos que baguete seria melhor ainda e um dia poderíamos comprar antes – o problema é que são poucos os lugares em que podemos comprar e raras as oportunidades de conciliar nosso horário com o horário comercial.
Neste dia de muita labuta de minha parte (ironia), nossos planos de viagem mudaram de novo: iríamos à tarde com Avi de carro e Ryan iria junto. Confesso que gostei da mudança de planos porque daria tempo de eu me arrumar e, quem sabe, atualizar o blog. No final da tarde, quase no horário de sair, a revista ainda não havia sido concluída, exceto a capa que havia ido para impressão, e Isaac, o fotógrafo, estava acabando de providenciar as legendas de uma das matérias que Romeo havia ficado responsável de diagramar. Como geralmente o motorista vêm atrasando por conta das “ladies” e eu não havia feito nada ao longo do dia, me dispus a diagramar as legendas pelo menos até o motorista estar pronto. Só que Isaac pediu para trocar e deletar algumas fotos que já estavam “prontas”. Tudo bem, pensei, e pedi que ele me falasse todas as que ele queria incluir e as que ele queria deletar para eu poder tratar as novas fotos e rediagramar.
Quando eu havia terminado e só restava as legendas, ele fala: “essa foto aqui é para deletar também”. Olhei para a cara dele, comecei a falar “Mas eu te perguntei três vezes se você tinha certeza de que não havia mais nada para mudar...”, respirei e comecei a fazer tudo bruscamente. Na verdade, eu prefiro não escrever o que eu gostaria de ter "falado" na hora, mas que eu me lembrei da Carol e da Marília, com aquele nosso famoso "Imagine um córrego...", ah, eu lembrei. Quando acabei de "rerrediagramar", disse que estava pronto, mas que ainda eles tinham que fazer a legenda e que eu não poderia porque infelizmente não pagaria táxi de novo para ir embora e o motorista já estava esperando. Se eles reclamassem, não dei muita abertura para ser flexível quanto a isso. Perguntei se havia necessidade de eu vir no dia seguinte, mas é óbvio que, por mais que a revista estivesse atrasada, eu não teria como ajudar.Aga e eu estávamos aparentemente irritadas no caminho de volta para casa e só pensávamos em beber algo para relaxar. O que nos aliviou foi o convite de Petra para irmos hoje de novo na casa do Bob, em que agora só está ela, para comermos o que restou de ontem e que ela não poderia comer tudo sozinha. Passamos em casa, tomamos banho, compramos cerveja e fomos. Como era melhor esquecermos nossos problemas, apesar de no início estarmos bufando nossas lamentações, mudamos de assunto rapidamente. Big Mike me contou suas histórias de ajudante de mudança na Austrália, sobre a oportunidade de emprego no Zimbábue e também sobre um contato que ele tem com o maior pesquisador “de peixes” (tem um nome certo, mas não lembro de cabeça e minha net está fazendo UM download, portanto: incapaz de abrir site de pesquisa com eficiência) por lá, o que seria uma oportunidade de minha tia [Luiza] trocar experiências e conhecimento e até mesmo realizar pesquisa de campo por lá e vice-versa – adoro como os assuntos fluem com uma facilidade mesmo em inglês.
Apesar de a Aga estar doida para sair, o que não seria uma má ideia para mim também diante dos ocorridos de ontem e hoje, resolvi ligar para o Pedro e ver se ele entraria na internet para conversarmos, já que amanhã e depois possivelmente ficaria difícil. Despedi-me de todos e, mesmo perto, o Mike me deu carona porque eu não poderia andar sozinha de noite (lembrei do Renan, todo preocupado com a minha volta à casa!). Chegando, descobri que havia deixado minha chave na porta: sorte que tem o Alassen e é de confiança, senão estava perdida!
A conversa hoje rendeu e foi muito boa, porque usamos nosso amigo F2 boa parte do tempo, já que só estava eu em casa, portanto não havia problema em eu ficar falando de madrugada! Além disso, estávamos inspirados, relembrando os velhos tempos (tudo bem, nem faz tanto tempo que a gente se conhece, mas sabe como é!) - acho que é influência da data de ontem! A parte ruim de tudo isso é que eu não poderia dormir tão tarde. É... foi difícil me despedir, mas pelo menos hoje decidimos que começaremos mais uma forma de desvio-de-pensamento-da-saudade: trocaremos e-mails diários com perguntas e respostas sobre a gente. Parece bobo, mas eu valorizo muito auto-conhecimento e conhecimento maior de quem você considera sua “cara metade”, afinal: depois de casados, não adianta qualquer um falar que não foi avisado!
PS: Se você quer ter uma ideia se escolheu a pessoa certa, também pode recorrer às regras, como as Dez dicas para não se casar com a pessoa errada.
PS 2: Nossa, com apenas 22 anos, a palavra casamento anda muito presente nos meus assuntos, estou começando a ficar preocupada! Pode ficar tranquilo, Pedro, pois, como diria Renato Russo, “somos tão jovens” - que comentário mais Jaqueline... é para vocês matarem saudade de mim.

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