Chegando no escritório, mil e uma desculpas pela ausência de Aga, que “não estava se sentindo bem” e viria mais tarde. Eu tomei meu café com leite e comi biscoito de novo. Depois: dá-lhe trabalho: só parei para perguntar para Aga se estávamos sem energia e ela me confirmou (que ótimo!). Na hora do almoço, novamente pão com salada – estou começando a ficar preocupada, preciso de comida comida, se é que me entendem.
À tarde liguei meu note para tentar resolver o problema do MSN usando minha própria internet e, para minha surpresa, além de o MSN ter funcionado, testei o Skype com a Aga e ele também funcionou (mas não testei voz e webcam obviamente, porque estava no trabalho. O problema de eu ter ligado o note foi ter de ceder meu PC para uma das jornalistas que estava querendo usar internet. Como estava sem serviço até então, deixei e aproveitei para mandar e-mail para o Pedro, já que à noite possivelmente não nos falaríamos. Pouco tempo depois, o serviço apareceu.
Até que hoje minha espera pelo motorista e pelas “ladies” não foi grande e meia hora depois do meu horário, estávamos indo para casa. Chegando, descobri que a eletricidade aqui funciona colocando crédito (quase um celular pré-pago!) e, provavelmente, o tal problema se deve ao fim dos créditos. Por enquanto, Aga consegui repassar nosso crédito e tínhamos energia, mas não podíamos abusar e tínhamos que recarregar no dia seguinte. Eu quase tive um treco quando Aga me disse que da última vez em que colocou energia foi há um mês e ela pagou ¢100!!! Então ela propôs de colocarmos ¢200, ¢100 cada uma, para assegurarmos que não ficaríamos sem tão cedo. Eu concordei, mas pensei comigo: eu achei que a companhia cuidasse disso... é, talvez eu não esteja recebendo tão bem assim.
Enquanto me arrumava para a salsa, ainda deu tempo de planejarmos nosso final de semana: Aga quer ir a Wli Waterfalls, a seis horas de Accra. Fiquei meio receosa porque sugeriu sairmos na sexta e havia uma outra viagem com o pessoal da Aiesec como possibilidade. Como o lugar que eles vão é bem mais perto, confirmei minha ida para Wli, porque a outra viagem poderia fazer numa próxima oportunidade mais facilmente. Antes de sair, ainda descobri que a Aga cozinharia para amanhã, a Polish Party na casa do Bob (ele vai ficar três semanas em casa, na Romênia), mas infelizmente não poderia ajudá-la porque já havia combinado de sair. E finalmente saí!
O lugar onde acontece a salsa todas as quartas-feiras é bem bacana – é em um hotel! Estava cheio de gente e eu estava sozinha quando cheguei, até que avistei um dos taiwaneses (DT da Aiesec) me acenando do outro lado da piscina e me chamando para fazer par com ele, porque ele estava sozinho. Aos poucos fui avistando todos os DTs em par dançando salsa. Já a Ana estava entrosada com o pessoal de lá mesmo. Foi engraçado, porque, como estava no grupo dos passos básicos, nos primeiros três minutos eu aprendi e nos demais 20 minutos enjoei: eram apenas um para frente um para trás, uma para o lado um para o outro ou uma virada 90° para um lado e outra para outro.
Só sei que apesar de ser em lugar aberto, estava quente e decidi comprar cerveja. Nem cogitei a possibilidade de comer porque descobri que um kebab (espeto) era quase ¢10 e, portanto, minha fome passou. A parte triste de cerveja aqui é que você tem a opção da garrafa pequena e da grande e compensa comprar a grande, só que o pessoal não costuma dividir, o que, nesse calor, deixa a cerveja mais quente ainda. Ainda bem que hoje a Kate, taiwanesa, e a Ana toparam dividir: ninguém merece!
Ainda dançamos outras músicas na versão original de alguns hits que encontramos no Brasil, como “para dançar isso aqui é bomba, para mexer isso aqui é bomba...” (eu não sei o nome!). No início, eu e Ana achamos que estávamos arrasando, dançando tudo, até que percebemos que os passos eram completamente diferentes: restou-nos acompanhar os demais. Também tocou Macarena e esse sim podíamos dançar igual.Bebemos um tanto, tiramos fotos, pisei em uma tachinha e em um chiclete (sortuda!), tentamos imitar a salsa avançada dos ganenses (a apresentação é em volta da piscina com todos dançando igual)... chegamos até a ser elogiadas (eu e Ana), porque pegamos o passo fácil, segundo o amigo da Ana, provavelmente por sermos brasileiras. Estava tudo muito bom, mas lá acaba cedo e chegou a hora de partir. O pessoal queria emendar na Labadi Beach (lembra? A tal praia de Acra que te Reggae Party!), mas estava em dúvida, porque precisava acordar cedo. Como estava faminta, resolvi ir até lá, comprar algo na entrada e ver quanto era, dependendo entrava, ficava uma hora e, depois, iria embora.
A galera era grande: nos dividimos em dois táxis. Lá chegando, compramos algo para comer: todos pegaram sorvete e eu peguei banana chips – estava doida para comer salgado e era a única opção. Quando chegamos na entrada, descobri que era ¢5. Pensei: “Eu vou pagar isso, para entrar na praia, ouvir uma música que nem curto tanto e ficar menos de uma hora?”. Achei melhor me despedir e pegar um táxi para casa: ainda testei todo meu dom de pechincha, conseguindo um valor mais em conta no segundo, quase indo perguntar para o terceiro... eu acho que estou virando uma boa ganense! (E ainda tive companhia de Kate e Summer nas negociações.)Como ainda era 23h e estou duas horas à frente do Brasil, resolvi ligar para o Pedro e ver se ele estava online. Não estava, mas entraria na net. Enquanto eu esperava ele entrar, Aga anunciou uma boa notícia: teremos almoço diferente para amanhã, pois ela fez recheio demais para o seu prato polonês. Eu fiquei muito triste quando descobri que o recheio era arroz com molho de tomate e carne moída (ironia). Assim que Aga terminou, o Pedro estava online. Foi bom porque já contei sobre minha noite e “matamos saudade” (acho que estou um grude à distância, né?!). A conversa estava ótima e fui dormir às 4h. Medo!

2 comentários:
Comentários acumulados:
E esse jantar feminino cheio de más intenções, hein?
Aaaaaa que bonitinha a proteção de tela dela... =P
MORRI imaginando a grega falando espanhol
Que estranho esse negócio de receber mensagens "anônimas"
Linda a sua homenagem aos seus pais!
Vc andou meio estressadjenha esses dias né?
Conta pra gente o tal do sonho bom... =P
bjooooo
Desculpa a demora :S
Vamos lá:
- o jantar nem foi cheio de más intenções, até msm pq o Mike "fica" com a Hanna. Só se for para ela! rs
- que bom que gostou da homenagem, preciso pedir para eles lerem... rs
- estressadinha.. um pouco... rs.. acho que o Carnaval me estressou, né?!
- o sonho bom?! Ah, eu nunca lembro tudo para contar, mas resumidamente eu estava com o Pedro e isso já foi o suficiente... afinal a distância é o ponto tenso.. ;/
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