Enquanto esperávamos e Peter entrava impacientemente para dentro da casa, eu e Aga conversamos sobre moradias universitárias – não me perguntem como surgiu o assunto! Aga estudou na capital da Polônia e é do interior. Foi interessante descobrir que lá não difere muito de muitas cidades universitárias do Brasil: existem repúblicas e alojamentos, sendo que, por ser capital, a cidade não é tão universitária assim. Foi neste momento que ela descobriu que Juiz de Fora é uma cidade de Minas Gerais – sabe como é, aqui a única certeza que eles têm é que existem São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que não sabem que os dois nomes podem ser estados (Peter achava que eu morava na cidade de São Paulo).
Assim que Ryan chegou dois imprevistos: coleta de lixo bem em frente ao portão da garagem em que precisávamos sair com o carro e... pneu furado! Tivemos certeza de que era pela noite anterior, mas que Peter não havia percebido. A minha sorte é que havíamos comprado uns biscoitinhos para eu tomar café, porque não havia dado tempo, e ficamos aguardando os homens resolverem tudo – a parte boa de ser mulher nessas horas. Passados os imprevistos, partimos.
No caminho, dormi, abastecemos, compramos maçãs no pedágio (sim aqui tem também! Só falta a estrada ser boa de verdade) e água de coco um pouco antes de chegar à praia (naquele calor, foi uma delícia!). O mais interessante é o preço do coco: ¢0,30. Muito barato!!! Chegando lá, achei bem diferente porque a gente entrou por um hotel. Mas nem parei para pensar nisso, queria mesmo era tirar fotos: a praia é linda e, numa quinta-feira, paradisíaca – praticamente só a gente por lá. O que mais gostei foi o vento! Que saudade eu estava de tanto vento! Até cheguei a tomar sol/dormir enquanto esperávamos nosso almoço.
As refeições não eram baratas, mas também estávamos em uma praia particular praticamente. Os três pediram macarrão carbonara e eu queria arroz, carne e salada. Mas o prato que mais me atendia e era mais em conta era “Children Dish” e eles não me deixaram pedir... como assim?! Aí, depois de insistir que eu queria verduras, o garçom me propôs um prato com frango que era quase o dobro, mas ainda era um dos mais baratos dentre os pratos – e viria com verduras. Topei.
Quando o almoço chegou, quase uma hora depois, me deparei com três rodelinhas finas de pepino. Quase morremos de rir e chamamos o garçom. Detalhe: era outro, porque o que nos atendeu havia ido embora. Mas explicamos indignados o quanto eu esperava comer “vegetais” e que apenas pepino, deveria vir anunciado como apenas “pepino”. E alguns minutos depois ele surgiu com um pratinho com os benditos “vegetables”: agora sim!
Conversamos bastante sobre cada país, a ponto de eu ter de me recordar o ano da abolição da escravatura no país – espero que eu tenha falado certo! E nessas conversas em inglês, descubro que adquiri vício de linguagem que achei só ter em português: “so”, “really” e “and everything” estão sempre presentes nas minhas frases. Ryan e Aga sempre riem comigo – até aqui! A hora de ir embora chegou rápido e apenas o Peter havia entrado na água. Mesmo assim valeu a pena!
Pegamos congestionamento e descobri que São Paulo não está sozinha! Como fomos até a casa do Peter de carro, tínhamos que pegar táxi para vir para casa. Ele até nos propôs de aguardarmos ele se arrumar para ir a um bar próximo daqui, mas nossa vontade vir embora era maior. O primeiro táxi não aceitou nos levar até nossa região, justamente por causa do congestionamento: “tá, legal! E a gente vai como para casa?”. Após alguns minutos tentando encontrar táxi, finalmente um estava vazio e nos aceitou! Chegando em casa só queria saber de tomar banho e entrar na internet. Já Aga falou que tomaria uma cerveja no tal bar a que Peter nos convidou. Perguntou se eu queria ir: não, muito obrigado! Tenho que trabalhar amanhã afinal e meu dia foi suficientemente aventureiro por hoje.Mais uma vez o Pedro está numa lan, começo a me preocupar com essa vida dele: casa-trabalho-lan-casa (eu confio que não há nada entre lan e casa, mesmo sabendo que estou meio sem moral para reclamar de saídas...). Mas, segundo ele, amanhã ele estará com internet em casa. De qualquer forma, ficar em casa (no meu caso) e estar numa lan são inevitáveis praticamente todo dia: é sempre muito bom falar com ele! Até estamos fazendo planos para depois que eu voltar! - tudo bem, ainda tem chão. Mas pensem: hoje completei duas semanas aqui, ou seja, faltam apenas cinco meses e meio!
PS: A primeira foto é da TV África - nós passamos na frente no caminho rumo à praia :]





2 comentários:
Comentando... xD
Realmente, só vi seus dentes pela webcam, e eles continuam superbrancos =D
Ó, sem essa bobeira de ficar chorando! ¬¬
Pro tal barzinho aí ser o "bar da esquina" só falta o garçom simpático, né? ehehehehe (a propósito, fomos lá ontem, depois de séculos!)
Gente, parece que faz muito mais de duas semanas! que medo! bjoo!
Mas o estilo desse bar é bem diferente, sei lá... não sei descrever... rs
Aqui não se encontra butecos tb, pelo menos não me apresentaram um... rs
Vc sabe q eu sou chorona, né?! Mas foi só um pouquinho... :P
Postar um comentário