quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dai-me paciência!

Odeio gente que reclama demais, mas existe aquele momento em que a reclamação demasiada não é à toa: tem motivos demais. Por mais que você tenha Dalai Lama ou Jó como modelos de comportamento, paciência tem limite!

Pensem comigo: se você vende um serviço/produto ou tem uma função dentro de uma empresa, qual é o mínimo que você deve fazer? Entregar o serviço/produto oferecido ou realizar sua função. Simples!

Não sou hipócrita ao ponto de dizer que nunca errei, mas também não sou inocente em acreditar que eu deva ser perdoado toda vez que eu voltar a cometer as mesmas falhas. "Errar é humano. Persistir no erro é burrice", diz aquele velho e sempre coerente ditado.

Pior mesmo é saber que o erro não será superado enquanto você não desenhar para a pessoa entender e fazer acontecer. Se você paga para no final das contas ter razão em reclamar, a revolta é ainda maior: se pago é porque quero soluções, não problemas. Será difícil entender?

Se for, pode deixar que eu mesma faço. Aliás, faria se meu dia tivesse 30 horas, sendo as seis horas extras livres e comerciais. O que me resta? Confiar para que algo que tem tudo para dar errado finalmente dê certo... e apelo divino: dá-lhe Dalai Lama e Jó.



PS: O post é um protesto por mais profissionalismo e respeito ao consumidor.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sobre a amizade

Recebi mais um daqueles e-mails com uma mensagem bacana que faz a gente refletir - sim, eu leio esse tipo de mensagem - e parei para pensar sobre a amizade. Por que temos amigos e de quem somos amigos?

Não é difícil detectar em nossas vidas que cada pessoa com quem convivemos à sua maneira traz mais cor à rotina, mais alegria à tristeza, mais drama à comédia, mais brilho ao opaco... mais vontade de viver intensamente. Essas pessoas tornaram-se em algum momento, que nem nós sabemos identificar, nossos amigos. Dizem que os amigos a gente conta no dedo e são os irmãos que podemos escolher, mas como nossa escolha é engraçada e sem lógica!


Existem os amigos que falam demais, os que falam o necessário e os que são ótimos ouvintes, muitas vezes os melhores conselheiros. Existem também aqueles que falam tudo na brincadeira e fica difícil detectar o momento sério, os que falam sério sempre e fica complicado saber se está brincando e os que saem da brincadeira para o assunto sério num piscar de olhos com credibilidade nas duas situações. Uns fazem piadas (algumas boas e boa parte muito ruins, mas que você morre de rir), outros sofrem com elas e outros demoram para captar o sentido (o que pode irritar ou fazer você repensar seu senso de humor). Existem ainda aqueles que choram por qualquer coisa, aqueles que se você vê chorando algo muito grave aconteceu, aqueles que choram de tanto rir, os que riem quando não pode, os que você reconhece a gargalhada à distância ou ainda aqueles que riem de maneira tímida e se divertem mais do que muita gente que faz estardalhaço. Existem também os que falam tão rápido que você pede para respirar fundo, aqueles que emendam assuntos até o momento em que um pergunta ao outro porque estão falando daquilo, aqueles que se perdem no meio de tantas novidades porque faz tanto tempo que não conversam, aqueles que trocam e-mails gigantescos dividindo os vários tópicos da vida e aqueles que mal falam com você na internet (muito menos por telefone), mas que pessoalmente dá uma vontade de parar o tempo para matar a saudade.


Com a convivência, entram em cena a amiga mãe (que pergunta se está levando blusa e guarda-chuva, se está com dinheiro e se preocupa com quem você anda se relacionando), o amigo pai (que leva você até a porta de casa e não quer saber de você andando sozinha em horários e lugares suspeitos), o amigo colorido (que a gente não sabe se está rolando um clima ou uma grande afinidade), o amigo irmão mais velho (que não quer saber de marmanjo dando em cima de você), o amigo irmão mais novo (que só dá trabalho e de quem você morre de ciúmes) e o amigo festeiro (que faz você ter companhia para o que der e vier e se divertir muito até o dia amanhecer mesmo que seja o maior programa de índio).

E é voltando no tempo que vemos quantos amigos já passaram por nós, cada um especial em determinado momento, mudando nossa vida e nos fazendo crescer. Mas, sinceramente, não há nada como as amizades que não têm ponto final (assim como o irmão não deixa de ser irmão de uma hora para a outra): faça chuva ou faça sol, perto ou longe, online ou offline, a afinidade, o carinho e o zelo estarão sempre ali, movendo montanhas para fazerem a amizade valer a pena - movo uma montanha hoje, online e distante, mas com o pensamento neles.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Vai um 2011 aí?


Em 2010, passei de recém-formada a intercambista a desempregada a concurseira a entediada... quebrei meus pré-conceitos e dei a cara a bater. Por mais que tenha sofrido no meio desse caminho, vivi muitos momentos inexplicáveis, inesquecíveis e inigualáveis. E assim, em meio a uma rotina que não tinha nada de rotina, Deus me presenteou com dois empregos: um no último mês de 2010 e outro no primeiro mês de 2011. Talvez não sejam aqueles que idealizei na escolha profissional da época de escola, mas com certeza aqueles que vêm me fazendo crescer no tempo certo - estamos nós aqui falando mais uma vez do clichê "crescimento pessoal e profissional".

Para isso, quebrei conceitos que julgava eternizados no meu imaginário: trabalhar em ONG é complicado financeiramente, se é na minha cidade então... um suicídio! E jornal popular? Demais para minha linguagem "quadradinha". E um dia após o outro mudei minha visão. Pode ter sido um encontro de interesses momentâneos, mas eu prefiro dizer que "Deus escreve certo por linhas tortas" - como gosto desta frase!

Amei 2010 e faço planos para 2011, sim. O destino pode me pregar uma peça ou mais uma vez me surpreender, mas quem disse que vida boa é uma vida previsível? Se fosse assim, não teria completado meu um ano de namoro digno de um livro e muito menos minha estadia em um lugar "nunca dantes navegado".

Bola pra frente e força na peruca, porque fevereiro da segunda década do terceiro milênio está à tona e ainda não tirei minha carteira de motorista, não comecei a pós, não estou no meu próprio apê, não tirei meu diploma internacional de inglês, não viajei para visitar amigos brasileiros feitos em Gana, não tenho meu namorado por perto... é: uma longa lista pela frente! Comecei riscando dela o primeiro post de 2011, porque ele está aí urgindo!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A volta do que não foi

Na última tarde de sexta-feira, os cachorros começaram a latir. Se não fosse uma voz diferente do lado de fora, não saberia que era o carteiro - os cães por aqui andam latindo por qualquer coisa.

Ele poderia muito bem ter deixado as correspondências na caixa e sair, mas a que carregava em suas mãos precisava da assinatura do Pedro, meu namorado.

Como eu era a única presente, perguntou se poderia receber em seu nome. Olhando de perto o tal embrulho, comecei a rir: eis meu presente de aniversário enviado a Gana e devolvido ao remetente três meses e meio depois.

Enviado no dia 24 de junho. Entrega à Gana (it was coming...)
Semelhante presente já havia recebido em mãos há um mês. A surpresa já havia sido revelada há dois meses, quando estava regressando ao Brasil sem o embrulho. O endereço destinatário, segundo os Correios, era desconhecido - mesmo eu tendo trabalhado ali durante seis meses. O dinheiro pago para envio ficou para as despesas de viagem do meu presente: o único brasileiro que foi [tentou] me visitar na África.

PS: O mês de setembro não podia ficar em branco por aqui; nem o ocorrido.
PS 2: Peço desculpas pela cara assustadora - o que vale é a intenção!