Assim que pisei na companhia, pensei “Bola pra frente”, mas meu ânimo hoje não era o mesmo dos demais dias e foi inevitável uma das jornalistas perguntar se eu estava bem. “Um pouco triste”, respondi. “Mas passa”, completei. Finalizei o trabalho pendente pela manhã, twitei (e vez em quando é bom!) e fiquei aguardando mais matérias para diagramar. A hora do almoço chegou e a Aga já estava de volta.
Adelaide propôs almoçarmos algo diferente: peixe e inhame fritos. Sabia que não era o mas saudável para se comer naquele momento, mas topei porque era diferente. Fomos buscar nossa refeição numa barraca do outro lado da rua, menos Aga – ainda estava um pouco mal com os exames. Os dois tipos de peixes estavam na parte de cima da estufa e o inhame na parte de baixo. Ao lado, três panelas com molhos apimentados. A nossa refeição seria um peixe maior e cinco pedaços de inhame com um saquinho de molho. Precisavam ver minha cara de “Hummm, que delícia!” quando reparei que a vendedora pegava a comida com a mão e em seguida recebia o dinheiro – tudo isso na “calçada” de uma rua meio asfaltada meio “de chão”. Antes de voltarmos, passamos comprar refrigerante e ouvi o jeito delicado de Adelaide falar com a vendedora (quase aos berros) em twi. No final, a vendedora fez questão de me esclarecer que elas não estavam brigando. Almoçamos na empresa, em saquinhos e com a mão (lembrando, que é somente a direita). Confesso que gostei, mas é bem pesado e eu não poderia ficar lembrando do processo em que esses alimentos chegaram até mim.
Passei a tarde toda sem serviço e resolvi escrever um pouco para o blog, mas o que mata á no trabalho é a ausência de acentos e sinais gráficos o que me renderia trabalho dobrado para “arrumar”. Nesse meio tempo, recebi dois telefonemas: Ana me oferecendo ajuda com as instalações no meu PC (graças a Deus assunto resolvido) e Gifty querendo saber como estava meu trabalho e se eu estava bem (nossa, fazia um tempão que não falávamos, preciso rever o pessoal da Aiesec GUC). Aproveitei a tarde de “folga” e vi o vídeo do Renan no Egito, o que me fez lembrar que tenho um amigo na mesma barca!
Ao final do expediente, Aga me informou que conseguiu tirar o dia seguinte de folga para ir à praia (Peter e Ryan havia nos proposto há dois dias essa insanidade de ir à praia em plena quinta-feira), mas eu estava receosa. Depois que vi que estava com apenas duas fotos para editar, sem a matéria e sem as demais fotos com uma reles possibilidade de eu ter isso logo pela manhã, resolvi pedir minha folga também (tudo bem, tenho menos de duas semanas na empresa!). Pedi para Romeo, designer, porque a minha chefe, segundo ele, havia ido embora. Só que começou de um jeito bonito: “Você costuma vir trabalhar de sábado?”. E assim fui desenvolvendo meu raciocínio, até falar da possibilidade de eu me ausentar no dia seguinte, mas se eles precisassem de mim, eu poderia fazer horas a mais em um outro dia, ou trabalhar no sábado. Só ouvi um “don't worry!” e parti. Enquanto esperávamos o motorista, eis que chega minha chefe de volta. Nessa hora eu queria matar o Romeo, porque eu havia entendido que ela voltaria e ele me disse que ela havia ido embora. Aí, ao ouvir ela falando “até amanhã”, resolvi falar com ela. “Como eu estou vendo que está difícil ter material para trabalhar, gostaria de saber se haveria problema em não vir amanhã e eu cumpro em outro dia”. No final das contas, ela me desejou bom descanso e pediu desculpas por ter me deixado sem trabalho durante a tarde. Então tá!
Esta noite, além de salsa teríamos um jantar na casa de Bob antes. Aga foi mais cedo para ajudá-lo, mas eu entrei na internet (não resisti!) e foi muito bom porque havia um e-mail lindo! Além disso, pude mandar um e-mail gigantesco para minha mãe que não havia sido enviado na segunda-feira – acho que ela devia estar querendo me matar com tanto tempo sem dar notícias. No caminho até Bob, deveria comprar bebida para levar, mas não achei casa de bebidas e imaginei que poderia comprar no supermercado: foi quando descobri que não há bebida alcoólica no supermercado, só champanhe (leia: Cereser da vida). Como a casa dele era muito perto para eu desvir o percurso e tinha certeza de que ele teria bebida de sobra lá, acabei pagando uma quantia mesmo.
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