sábado, 30 de janeiro de 2010

Quinta-feira, 28 de janeiro - Também somos iguais


Até que acordei bem, mas a Aga perdeu a hora: nada que nos fizesse atrasar. O dia no trabalho começou pesado, com a ausência do meu colega de trabalho, cuja prima havia falecido. Infelizmente a dor da perda é a mesma em qualquer lugar do mundo e a melhor maneira de reagir a ela é igualmente difícil. Juntando ao fato de que sou novata e não tenho tanta proximidade, me calei – talvez assim eles podiam imaginar que não estava entendendo o que estava acontecendo.

A minha companhia na sala em que trabalho ficou por conta da minha chefe: o TI da empresa havia levado o teclado dela para limpar e ainda não havia chegado. Foi muito bom, porque ela me passou as várias fotos para tratar e diagramar uma das matérias da revista e, enquanto isso, conversamos sobre... adivinha? O Brasil! Foi muito boa a nossa conversa, ela falou inclusive que eu tinha a mistura dos dois lugares que ela tem mais vontade de conhecer, ou seja, além do Brasil: o Japão.

Aos poucos vejo que fiz a escolha certa, porque além de eu conhecer pessoas que gostam de conversar e sejam compreensivas para entender e explicar (é, eu preciso disso), o trabalho está me satisfazendo: é uma mistura dos projetos gráficos e das revisões de Qualidade da Acesso, junto com o prazer de ser para uma revista mensal de circulação nacional (com meu nome no editorial) – acho que está bom para início de carreira, não?

Chegou a hora do almoço e... o tal macarrão exótico produzido na noite anterior. Só de olhar, comecei a ficar sem fome: não cheguei nem na metade. Fiquei meio sem graça diante da Aga, mas ela compreendeu como ressaca – so, it's all right! Durante a tarde, acertei os últimos detalhes da matéria e junto a minha chefe, pesquisamos fotos para minha próxima diagramação. O dia passou rápido e, apesar de ela ter passado todo o material para eu começar, já era hora de partir.

Hoje nosso trajeto de volta foi diferente, pois a cidade estava animada com a semifinal da Copa Africana de Futebol e uma das ruas estavam interditadas com telão. Antes disso, vi muitas TVs com pessoas aglomeradas vendo o jogo. Ghana estava ganhando com um gol sobre a Nigéria. Quando cheguei em casa, foi possível ouvir os gritos e os carros buzinando na rua: Ghana está na final.
Essa euforia me fez sentir um pouco no Brasil e me bateu uma saudade dos meus sofrimentos e alegrias como torcedora saopaulina e brasileira fiel que sou. E também me fez imaginar como será na Copa daqui a alguns meses: será difícil ser Brasil aqui.

Como havia combinado com o Pedro de eu entrar na internet às dez (pelo menos era o que eu imaginava), quando a Aga me convidou para sair, tinha a ciência de que seria para conhecer o lugar e talvez beber uma cerveja. Chegamos um pouco mais de nove horas no Ryan's xxxx, um bar daqui bastante frequentado pelos estrangeiros: não é à toa que, além de rever metade dos estrangeiros que já conheci aqui, fui apresentada a mais dois italianos, um sul-africano, um irlandês e mais outros dois que já nem lembro da onde são (abafa!).

Dentre eles, estava Sílvia, uma italiana que estudou durante seis meses no Brasil e sabe português! Foi bom e engraçado trocar umas palavras com ela: fiquei numa preocupação em falar meio devagar e mais formal para ela entender: só não sei se é porque estou desacostumando falar português ou se é assim também que todo mundo aqui fala inglês comigo. O que eu achei mais bacana nessa nova “amizade” é que ela trabalha em uma embaixada (acho que é europeia) e sabe falar, alem do italiano e do português, o inglês (obviamente) e espanhol (isso porque não perguntei se ela fala outras línguas). Apesar de eu saber um pouco de italiano e francês e ter espanhol intermediário, eu não preciso dessas línguas para o meu trabalho e treino raramente, portanto: falta chão para chegar lá!

Além de Sílvia, estava Franco, o sul-africano, que, depois de eu falar que passei pelo seu país mas não sai do aeroporto, me explicou que Johanesburgo é parecido com São Paulo, só que com bem menos habitantes. Ele disse que é tão perigoso e movimentado quanto lá, portanto eu poderia ter saído, mas com cautela. Sozinha e pela primeira vez em solo estrangeiro? Nem a pau!

Acabei ganhando uma cerveja do namorado de Sílvia, o irlandês, e assim que terminei apertei o passo até a lan que era bem perto dali. Cheguei com dez minutos de atraso e o Pedro não estava online. Ainda bem que tinha o Petros, a Naissa e a Gabi: um em cada cidade que sinto falta. Tentei ligar para o Pedro, mas não tocou. Achei que era falta de crédito e pedi para o Petros tentar ligar (afinal, para ele é ligação local) e nada! Conversei um bocado com meus amigos queridos, mandei um e-mail bronca para o meu namorado e parti. No final, acabei indo para o outro bar onde Aga estava com o pessoal (o mesmo de sábado). Lá me deparei com as garotas na caça de homens mais velhos carentes e com grana: isso realmente me incomodou (mais uma vez). Peter, um dos aniversariantes de sábado, falou para eu ignorar, mas é bem difícil. Paguei uma cerveja, ganhei mais uma e uma água – esses meu novos amigos estão parecidos com os meus velhos e bons amigos: não podem me ver sem beber. Dancei um pouco, mas não estava tão animada: queria ter falado com meu lindo. Para completar ainda fomos em um outro lugar e eles me prometeram que ia ser rápido. É uma espécie de boate que não se paga para entrar (era ajeitada até). Realmente fomos rápidos: dançamos umas três músicas e partimos. Detalhe: duas horas da manhã e tinha que acordar às sete. Faz parte!

6 comentários:

Rodrigo Pedrotti disse...

aew! Eu leio osposts em blog e comento tudo no último mesmo. Acho que aprendi com vc, tenho q comentar. Primeiro gostei mais desse ultimo post pq eu apareço nele (uashaush).

Ow.. to adorando o jeito que vc escreve por aqui! É mto bom pra ter noticias suas e se divertir tbm! Adoro as diferenças culturais. Como assim o cara ficou na lan com vc olhando? e esse tal macarrão com iogurte, chocolate e banana??

Outra coisa: eu li desacostumando a falar português? Jáá?? hsuahsuas To imaginando vc voltando com sotaque!

Adorei as notícias sobre o trabalho tbm Jaque! Q orgulho que dá de ler o tanto que vc ta aprendendo! Se está bom pra início de carreira? Precisa nem comentar né?

Vou continuar lendo sempre por aqui!

Saudade! Bjao!

Unknown disse...

Desculpa por não entrar nesse dia... realmente não deu e meu cel como te expliquei estava sem bateria! Beijãão adorei os posts. ;) e vc não me disse naquela noite do africano ai do seu lado rumm! rsrs toma cuidado! Te Amo Amor

Unknown disse...

Jaqueee!
to tentando te acompanhar aqui no blog!
A internet é lenta, mas vc escreve numa velocidade!!
Fico feliz que está aproveitando o máximo a experiência!!
Você me surpreendeu quando fez a escolha para o intercambio e estou adorando que está sendo tudo ótimo!
Vou continuar a te acompanhar! E não se esqueça, qualquer coisa, estamos aqui!
Beijos!

Álvaro Dyogo disse...

aaaa japonesa!
continua escrevendo assim pq parece q a gente ta vivendo isso com vc...
saudadooona!

Unknown disse...

Jaquee....
ainda nao terminei de ler td, mas nao aguentei a curiosidade para ler o ultimo post...huauhahu
Como ja te falei, ta ótimooo o seu blog...dou varias risadas com as coisas que vc escreve...
Continue mandando noticias por aki...vou te acompanhar sempre!!
bjs

Maria disse...

YO TE AMO CHICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA