quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Domingo, 24 de janeiro – Bojo Beach (Saudade II)


Acordei bem cedo para minha sessão “poder curtir a praia” - se é que vocês me entendem. O meu aparelho novo é bastante útil, mas me bateu uma saudade da Cleide, porque cera é tão mais prático e menos trabalhoso – até mesmo porque eu não preciso fazer nada! Enfim, ajeitei minha trouxa e eu e Aga partimos ao encontro dos aiesecers (pelo menos boa parte da Aiesec GUC).


Após presenciar Aga negociando a compra de sandálias, experimentei a sensação estranha de comer de maneira diferente uma laranja descascada comprada na feira: era apenas para tirar a tampinha e apertá-la para chupar o suco. A bruta aqui sai tirando o que restava da casca com o dente e comendo quase tudo e ainda dizia aos companheiros: “brazilian way of eating oranges”.


Mas vamos ao que interessa no dia: Bojo Beach! Depois de alguns quilômetros de trotro até lá, alguns metros a pé e ₵5 para entrar, posso dizer que valeu a pena! Linda praia com poucas pessoas e, apesar de haver lixo na água, era tranquilo “nadar” - ainda mais com aquele calor. Juntando isso, ao tempo em que não vou à praia e ao fato de que estou do outro lado do Oceano Atlântico (cheguei até a pensar se poderia ver o Brasil dali – lógico que estou brincando!), tirei muitas fotos. Ache bem interessante lá. Primeiro, porque você não vai de biquini/sunga, porque tem trocador lá. Segundo, porque havia apenas um lugar para comprar comida e bebida. Terceiro, porque depois você ainda pode tomar banho por lá.

Para o almoço, no meio da tarde já, eu e Aga dividimos uma salada (sim, até na África eu não desisto dos verdinhos e achei alguém que gosta muito também) e comemos kebabs (eu tive que pegar de carne vermelha) – espetinhos com uma farinha... adivinha? Apimentada! Justamente por isso (inevitável!), resolvi beber cerveja com a Aga.

O sol estava se pondo e estávamos longe de casa: era hora de partir. Na volta, fomos de carro (lotadíssimo) até o Mercado Ganês, onde todos comeram umas frituras de uma espécie de banana, menos eu (além de não ser tão atraente para mim, eu corro o risco de virar uma bola) – claro que eu experimentei, mas preferi não abusar. De lá pegamos um ônibus (daqueles grandes mesmo, só que sem catraca e uma moça recolhendo os persuas – centavos de cedi). No caminho, mais uma amizade: uma norteamaericana que está cursando um semestre de Psicologia na Universidade daqui junto a um grupo de 17 pessoas: legal!

Chegando em casa, tomo um belo banho e lavo roupa com máquina (sim, nós temos e é considerada raridade por aqui! Graças à Deus nós temos!). O dia foi tão bom, que para ficar melhor faltava meus brasileiros queridos, então resolvi fazer a unha (afinal, o dia seguinte seria o primeiro de trabalho) escutando músicas que me fazem lembrar da minha terrinha, vendo fotos que me fazem lembrar momentos e pessoas especiais. Para completar, Aga saiu e eu fiquei sozinha. É, bateu aquele aperto no peito... mas não chorei, porque nem completei uma semana aqui e tenho que ser forte. Era hora de dormir, mas deveria ter lido minha apostila de InDesign. Tentei ler pelo menos um pouco. Meus olhos já não se mantinham mais abertos: dormi.

2 comentários:

G disse...

vc tá mto linda nas fotos! q praia diferente, vc tem q pagar pra entrar, toma banho...

Unknown disse...

Jaque, to adorando ler... epode deixar que eu vou falar com a Cleide que vc sente falta dela! Saudades!