terça-feira, 13 de abril de 2010

Terça-feira, 23 de março - Agora sim, útil!

Logo de manhã cheguei disposta a mandar ver no departamento de Designing enquanto ninguém me dá atenção – drama! E eu recebi um desafio de cara: preparar a pré-impressão de um manual de celular. Foi engraçado e revoltante esse processo, porque fiz umas três vezes o design. Primeiro porque ele havia me mostrado um manual de 24 páginas e foi o que eu fiz. Mas quando o levei para ele checar, ele me disse: “Mas e agora, se eu preciso de uma manual de 20 páginas?” Voltei para meu notebook de novo. Quando desenhei uma nova possibilidade, ele disse que era para caber mais UPs em uma mesma folha e percebeu que havia me passado as medidas erradas. Volta a Jaqueline para o notebook de novo. Até que finalmente deu certo – com pequenos ajustes finais.

Por conta desse vai-e-vem, o dia passou rápido, mas o problema é que o dia das “ladies” estava mais longo do que nunca e ficamos esperando por DUAS HORAS. Quando completamos um pouco mais de uma hora, resolvemos que precisávamos de uma cerveja gelada. Cacei um lugar para comprar na esquina da rua onde trabalho e quando voltei, James estava indo embora e disse que poderia nos dar uma carona. A minha sorte é que havia combinado com a Ana de ir na casa dela copiar fotos do nosso passeio por Acra e de Ada, portanto poderia beber com eles lá. Fui até metade do trajeto com o motorista da empresa, depois desci e peguei um táxi até a casa de Ana. Acho que paguei mais do que deveria, porque não tive muita noção de distância para barganhar um preço justo, mas estava lotada de coisas e cansada de esperar, então acabei nem ligando de pagar um pouco mais.

Chegando lá, estavam Ana, Nick e Bea, esperando Stefania para juntos comprarem comida para jantar. A Stefania demorou tanto que deu tempo de beber uma das duas cervejas que havia levado. Apesar de o local onde fomos comprar comida ser muito perto, Nick pegou seu carro para irmos. Mas o local que eles mais pedem já não tinha tanta opção de comida (restos), então partimos para outro local, que, apesar de ter demorado uma hora para preparar nosso pedido, nos preparou a melhor comida barata que já comi aqui: arroz, salada e tiras de carne vermelha com legumes – quase lambi a embalagem da “marmita” (não aquelas de alumínio, mas de isopor). Logicamente, pedimos umas cervejas para acompanhar.

Apesar da ideia inicial ter sido um jantar tranquilo entre amigos, o clima pesou com a insatisfação de Stefania com o trabalho – detalhe: ela completara uma semana aqui e estava reclamando de tudo. Ficamos os demais tentando mostrar como lidar com as situações e como aproveitar essa experiência mesmo diante de circunstâncias não tão agradáveis – inclusive, citando exemplos que aconteceram/acontecem conosco. Ao final da conversa, percebemos que ela não estava melhor do que antes, mas pelo menos tentamos – incrível como é difícil para algumas pessoas se adaptarem à cultura local ou pelo menos aceitarem, tentarem entender (segundo Nick, esse comportamento “reclamão” é típico dos europeus orientais e, parando para pensar nas pessoas que conhecemos aqui que são de lá, acabei concordando em parte. Em contrapartida, Nick opinou que o comportamento brasileiro é o mais empolgado, do tipo: “Está ruim? Vamos dar risada, dançar, beber e ser feliz! Para quê piorar?” – fato!).

Assim que acabamos de comer, fui mostrar os arquivos que havia preparado para o Nick, que pediu umas correções. Em seguida, copiei as fotos da Ana com direito a novas músicas – para completar as poucas que trouxe em meu note. Fiquei muito feliz, porque agora tenho músicas daqui também, incluindo o hit African Lady! Adoro!



Na hora de ir embora, Nick me ofereceu carona, mas deveria esperá-lo finalizar a cerveja. Fiquei um pouco preocupada porque combinei com o Pedro que, assim que chegasse, o ligaria para falarmos na internet e já eram onze horas – de qualquer forma, seria ruim achar um táxi naquela região àquela hora sozinha. Quando cheguei em casa, outro imprevisto: a Aga havia esquecido a chave na porta de casa e eu não conseguia abrir. Foram mais de 20 minutos ligando, batendo na porta, acendendo a lanterna do meu celular na janela do quarto dela e gritando seu nome, até que “graças a Deus” ela abriu. Liguei para o Pedro, mas já era uma da manhã e a única coisa que me disse é que amanhã a gente se falaria – é, vacilei.

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