Como esperado, não tivemos reunião, mas apenas nos foi delegada a tarefa de conhecer todos os produtos do offset que ainda não nos havia sido apresentados. Novamente estávamos lá. Acabamos e voltei para meu notebook ficar redigindo o que havíamos aprendido, já que queríamos conhecer tudo hoje e os responsáveis pela impressão digital e pela pré-impressão offset só poderiam nos atender depois do almoço.
Almoçamos bem próximo da empresa: na mesma rua. E hoje descobri que esse é o mesmo local do qual pedíamos comida para ser entregue na empresa antes (lembra da comida mega apimentada que me fez abandonar esses pedidos? Exatamente!). Até que eles não andam “apimentando” demais e o preço é bom (¢2 com plain rice ou ¢3 com jollof rice – se quisermos adicionar pedaço de frango, única opção de carne, temos de pagar ¢1 a mais). Ah, lá, como em qualquer lugar, eles vendem Alvaro, refrigerante de abacaxi ou de pêra. E como havia prometido para o Álvaro a foto do seu homônimo, ela está nesse post!
Às 14h fomos ao setor da impressão digital. Os processos, materiais e detalhes da impressão digital foram aprendidos com muito mais facilidade, até mesmo porque são menos máquinas e materiais completamente diferentes um do outro (sem confusão) – além disso, Armand (o responsável) foi muito mais objetivo e nós também. Já aprender sobre pré-impressão foi bem mais técnico e me fez recordar minhas aulas de Fotografia. Aprendi de fato o significado de DPI, podendo vê-los no filme, assim como a divisão do CMYK.
Aprendidos todos os detalhes, voltamos à nossa sala e ficamos por conta de digitá-las: eu fiquei com impresso, Aga com digital e Lucette com pré-impressão. Tirando o fato de que isso era por nossa conta: tínhamos uma ocupação e o expediente acabara sem concluirmos – pelo menos nossa ocupação perduraria até terça-feira de manhã. Depois desse longo dia, só queria pensar que teríamos um final de semana prolongado e, para melhorar, uma boa notícia: salário pago e, desta vez, o mês completo – me senti rica.
O plano para hoje seria ficar em casa para falar com o Pedro, já que eu viajaria durante o feriadão. Além disso pretendia acordar às seis da matina no dia seguinte para ver o desfile da Independência na Independence Square, às 7h, com a Ana e a Lorena: não daria conta se eu saísse e voltasse muito tarde. Só sei que a Aga estava se arrumando para ir ao Ryan e me passou o celular dela porque ele queria falar comigo. Adivinha? “Vem você também, que a gente vai beber aqui. Se quiser, pode falar com ele daqui de casa porque tenho internet”. Pensei uma, duas, três vezes. E resolvi topar. A parte ruim? Aga muito provavelmente dormiria por lá e eu precisava voltar – táxi de noite na North Industrial Area é difícil de achar.
Lá também estava Bob. Nós ficamos conversando, bebendo e [eles] fumando. Uma hora e meia depois era dada a hora em que combinei com o Pedro de entrar na internet. O mais engraçado era a localização do notebook do Ryan e, consequentemente, minha localização: havia uma mesinha de centro em cima da pia e o notebook estava sobre ela. Onde eu sentei para usá-lo? Em um banco altão feito especialmente com essa utilidade. O motivo? O sinal wireless é da empresa dele e ele mora em um apartamento no mesmo terreno da empresa, só que o único sinal realmente bom de internet é neste ponto “curioso”. A parte boa: 1) foi fácil conseguir o móvel personalizado porque a empresa dele trabalha com fabricação de móveis; 2) eu me motivei a testar vários locais “curiosos” para melhorar meu sinal em casa.
O papo com o Pedro rendeu a ponto de eles interromperem o papo deles ao redor da mesa (aonde estavam sentados – bem atrás da “engenhoca” sobre onde eu estava sentada) para me falarem que ele devia estar cansado de conversar. Ryan ainda fez mais: levantou-se e digitou aleatoriamente algumas letras no teclado e enviou para o Pedro. Lógico que depois disso, comecei a me despedir, porque realmente eu tinha que conversar mais com eles, mas não resisti perguntar para o Pedro se ele estava cansado de falar comigo... Ou ele é um bom namorado ou mente muito bem: “nunca me canso de falar com você”. Cansaram pela gente.
Bebi e conversei mais um pouco com o pessoal. A Aga capotou de sono. Como não queria ir embora sozinha procurar por um táxi, aguardei a vontade de ir do Bob. Conversa vai, conversa vem entre os dois e as minhas participações já estavam mais monossilábicas, até que resolvi pedir nossa ida, já que estava claro que Aga ficaria por lá. Como esperado, caminhamos um longo trajeto de madrugada à procura de um táxi. Até o carro da polícia parou para perguntar se a gente estava bem. Achamos um depois de uns 20 minutos e a boa notícia era: ele cobraria apenas ¢1 a mais do que estou acostumada a pagar e eram mais de três horas da manhã.
Ceia mórbida
3 semanas atrás


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