quinta-feira, 1 de abril de 2010

Domingo, 7 de março – Diversão e... cansaço

Acordei porque a luz era inevitável na porta de vidro sem cortinas. Eram Laura já estava de pé, mas as meninas estavam capotadas. Dormi mais um pouco, enquanto todas se recompunham – fui uma das únicas que tomou banho ontem: é a bebida. Conversamos um pouco sobre o dia anterior e resolvemos curtir o dia. Quando saí do quarto em direção à sala, olhei para a grande porta de vidro aberta e vi um ensolarado dia lá fora: maravilhoso! Na varanda, sentamos, ficamos conversando e tomando café/chá enquanto o café da manhã não ficava pronto – demorou um bocado, mas valeu a pena: ovos, queijo, salsicha, três tipos de pão, feijão (sim!), sucos, inhame e plátano frito.

Com energias carregadas, ficamos tomando sole eu entrei na água. Saí pouco tempo depois, porque o pessoal se preparava para a lancha: andaríamos de donut! Como ele abrigava quatro pessoas por vez e Natália (da Polônia), Laura, Ana e Lorena foram mais rápidas, parti de lá dentro da lancha com os demais. Mas minha aventura começaria após a queda de Natália, que não queria mais “de jeito nenhum”. Foi muito bom! A queda foi a melhor parte. A pior foi subir de novo no donut depois da segunda queda: meus braços não tinham força. Uma dica é: vá na ponta – apesar do medo de como você irá cair na água, tem mais graça: no meio você só ri dos outros caindo.

Depois de revezarmos todos no Donut, exceto Mahmoud e Mounib, paramos numa praia entre o estuário e o mar. Até tentei arriscar entrar no mar, mas a água doce não tinha correnteza e me atraiu mais. Ficamos sentados deitados dentro da água conversando e bebendo. Foi ali que Natália descobriu que trabalho na Grafitec e ficou super feliz porque há um bom tempo vem procurando nosso contato e não havia encontrado: queria uma reunião com meu chefe. Mundo pequeno! As melhores conversas porém ficaram entre Ana, Kate e eu, inclusive eu e Ana defendo os homens mais novos e Kate, os homens mais velhos – nem comento!

Partimos de volta para “casa”, onde o almoço nos esperava: banku. Apesar de possíveis expectativas contrárias, o apreciei: o molho era com frutos do mar e, mesmo não curtindo muito, dava para separar o que eu não gostava “discretamente” – e, como vocês poderiam esperar, não fiquei me deliciando com o molho de pimenta.

À tarde, um amigo de Rustom apareceu em sua lancha e ele nos convidou para acompanhá-lo no windsurf e, se quiséssemos, poderíamos tentar. Eu fiquei de cara como ele manda bem. Tudo bem que ele deve ter mais de 40 anos e no mínimo uns 15 de experiência no esporte, mas era sensacional: rendeu fotos e filmes para ninguém dizer que estou mentindo. Assim que humilhou todos os presentes, perguntou se alguém queria tentar. “Claaaaro”, pensei. “Eu quero”, Ana disse. Corajosa.

Depois de algumas aulas antes de colocar a prancha especial, Ana pulou para dentro d'água e foram seis tentativas de praticar windsurf. Fiquei com medo por ela. Em todas as vezes, ela ficou em pé sobre a prancha e caiu em seguida: segundo o experiente amigo de Rustom, ficar em pé na prancha na primeira tentativa é para poucos. Resumindo: ponto positivo para Ana e olhar de reprovação para mim – sou medrosa mesmo!

Voltamos à terra firme porque haveria uma festa mais à noite em outra “ilha particular” e todas estávamos meio baqueadas do longo dia de água e aventuras. Tomamos banho e tiramos um cochilo antes de ir. Dada a hora, nos arrumamos, mas Kate não conseguia se levantar: estava passando mal de estômago – fiquei na dúvida se era a quantidade de bebida do dia anterior misturada com a aventura no Donut ou se foram os molhos de pimenta. Dada a devida atenção possível, partimos sem ela.

Quando estava para entrar na lancha, meu celular tocou. Era o Pedro, que me lembrou sobre a data especial: há 4 meses nos conhecemos. Estava tão bom falar com ele, mas quando me liga, o tempo voa ainda mais: não tivemos nem tempo de nos despedir direito e, sem crédito recarregado, me restou mandar mensagem agradecendo por esse breve momento de alegria. Senti saudades, ainda mais olhando para o céu estrelado lindo que fazia.
Imagina um céu melhor que esse...

Mas não era um bom momento para tristeza, afinal estávamos em Ada! Quando desci no local da Pool Party (apesar do nome, quase ninguém nadou), percebi que poderia encontrar um lugar ainda mais bonito: a casa do dono do Frankie's (fast food super conhecido daqui) simplesmente foi cenário para a gravação de uma das músicas mais famosas de Gana. Mesmo com todo o potencial, a festa na verdade contava com a presença do mesmo pessoal com que estávamos na casa de Rustom, mais Samir, o dono do Frankie's.
Bebi, dancei em cima da mesa com o pessoal, mas tudo na marcha lenta – faltava algo. Já que não podia parar para pensar, resolvi comer: o jantar foi kenkey (finalmente iria experimentar – a embalagem é do mesmo estilo da pamonha), peixe frito, com direito à pizza para os menos felizes em celebrar a comida ganense. De sobremesa: bolo de chocolate diretamente do Frankie's.

Minha parte Pool da Party se resumiu a deitar no cadeirão observando as pessoas dançando, na piscina ou sentadas à mesa. Parei de beber cedo e não queria dormir. Só estava cansada e saudosa demais para fazer além disso. Como no dia seguinte metade do pessoal presente teria de partir cedinho da casa de Rustom (por conta do voo da Laura), não esperei demais pela nossa partida e, chegando na casa, só queria saber de dormir.

PS: Fotos da máquina da Lorena, porque a minha estava de molho.

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