Acordei quase meio dia e preparei meu almoço (sopa da Herbalife! Mais prático e tinha em casa). Como pretendia falar com o Pedro à tarde, emendei no freela que o Nick me encaminhou ontem. Terminei rápido até e enviei, mas como não sabia exatamente se era o design que eles queriam (na verdade não criei, estou copiando porque eles não têm o arquivo digital), não contei como acabado. Um pouco mais de duas da tarde entrei na net e, enquanto não via o Pedro ON, fiquei conversando com o Renan sobre meus problemas (para variar) e com o Álvaro, que acabara de postar um vídeo no Café Blasé – blog de sua autoria (recomendo!).
Assim que o Pedro ficou ON, foi inevitável não focar toda minha atenção em nossa conversa – por mais que eu ficasse desviando a atenção no início, porque ainda estava com um “ressentimentozinho”. Como esperado, não brigamos, mas conversamos e o que era tristeza se transformou em vontade de matar a saudade – não sei se vocês entendem, mas relacionamento à distância ou é constante cobrança ou é constante atenção e qualquer um dos dois vem da saudade e causa essa contagem regressiva interna para a distância acabar (meu problema ontem foi porque estou acostumada com atenção constante e foi estranho cobrar). Feitas as pazes de algo que não era exatamente uma briga, o tempo voou e a Ana me ligava: eram mais de quatro horas e nosso jantar de hoje na casa dela, combinado ontem, tinha que sair e eu seria responsável pelas compras.
Conversei até às 18h e parti me arrumar já que havia de encontrar com a Lorena em frente ao Koala. Foi engraçado porque nunca havia comprado em grande quantidade aqui, muito menos queijo e carne moída – itens caros da alimentação local. Além disso, nosso plano incluía, além da macarronada à bolonhesa, caipirinha. E vocês, brasileiros, cairiam de costas quando soubessem que eu comprei os últimos seis limões thaiti por mais de ¢9 – mas a caipirinha já havia sido prometida. Acabadas as minhas compras, passei na loja de bebidas logo ao lado para comprar duas garrafas de vodka – não, não seria a legítima caipirinha. No final dessa aventura, restou-me no bolso o suficiente para pagar o táxi e ficar com uns quebrados... saí rezando para que todos os presentes fizessem a gentileza de me pagar, afinal gastei quase ¢60 (drama)!
Além de Lorena, Cristian também veio a eu encontro e juntos partimos no mesmo táxi para a casa de Ana. Chegando lá, o motorista quis cobrar o dobro do combinado e eu fiquei muito brava, explicando que era injusto me cobrar o dobro. Mas Cristian falou para eu pagar que eles ajudariam e eu, já estressada, falei que não precisava e paguei tudo – é duro ser pobre perto de quem ganha um salário de verdade e ao mesmo tempo não queria parecer uma coitada, pelo amor de Deus, né?!
Chegando lá, estavam Mathew, Ana, Josh, Heather e Nick. Ana partiu comigo para a cozinha para prepararmos a comida e comecei a perceber que cometi gafes: havia comprado polpa de tomate e não molho pronto – sendo que eu havia ligado para ela perguntando se ela tinha tempero ou se era necessário comprar temperado – e havia comprado apenas seis limões e não seria suficiente – mas eram os últimos e estava tarde, portanto não acharia alguém vendendo na rua. Pelo menos havia tempero lá e Ana se virou e ficou uma delícia o molho. Quanto aos limões, até tentamos pedir para Jeff que ainda não havia chegado, mas nem limão e nem refrigerante eles [Jeff, Kate e Roy] trouxeram, restou-nos [a Nick, Josh e eu] buscar refri mais tarde num posto (detalhe: em Osu!) – na verdade, Nick estava mais interessado no ChocoMilk (viciado, ele precisa beber um todo dia... um dia vou experimentar para entender o que tanto o atrai numa bebida de leite com chocolate).
Estava tudo muito bom, mas era domingo, o dia seguinte era segunda e eles moram em um lugar onde é complicado pegar táxi, principalmente de noite – e já passavam das onze. Acertadas as contas, iria aproveitar que Lorena e Cristian também queriam ir, mas eles fingiram que não me ouviram se despediram de todos e estavam indo. Como não queria ser estraga prazeres, resolvi sentar e esperar uma próxima oportunidade. O mais engraçado é que um minuto depois Nick perguntou se eu não queria ir com eles, porque seria mais fácil, aí eu disse que não sabia se eles queriam que eu fosse e eu poderia esperar. Em alguns segundos ele me chama para ir também porque ele [Nick] nos levaria. Heather aproveitou para se juntar a nós também (ela mora em Osu assim como eu).
Estava tudo resolvido e voltávamos com ele para nossas casa, mas chegando em Osu, próximo à minha casa, o policial o parou e pediu sua licença. A surpresa é que ele não tinha e o policial queria levá-lo para o escritório dele, reter o carro e... um rolo! Ficamos mais de dez minutos tentando convencer o policial de que isso não se repetiria e que poderíamos resolver da melhor maneira possível. Passei um aperto e, no final, o policial aceitou ¢10 que Nick o ofereceu – mais tarde descobriria que isso é super normal aqui (cada país com seus “negócios”). Mudamos nossa face do stress para o riso, afinal, apesar de apreensivo, foi engraçado.
Ceia mórbida
3 semanas atrás
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