Não fui, mas Ana tirou belas fotos do desfile na Independence Square - perdi!
O ponto de encontro foi a casa de Rustom, mesmo local onde vivemos a Brazilian Party. Para ir até lá, eu, Ana, Kate e Lorena marcamos outro ponto de encontro: Koala. Eu fui a primeira a chegar e, como não havia almoçado, resolvi entrar para comprar algo. E me deparei com uma tortinha de frango que parecia deliciosa. Como o atraso foi avisado, resolvi aguardar as meninas dentro do supermercado, curtindo o ar condicionado. Aproveitando esses minutos de espera, resolvi ligar para minha mãe: que saudade!
Ana e Kate chegaram e fui para fora do Koala, mas não havia nem sinal de Lorena. Enquanto esperávamos, comi minha torta, que além de frango tinha catupiry. Terminei de comer e nada de Lorena. Resolvemos então atravessar a rua e ficar olhando vestidos em uma das barracas que a Oxford Street abriga. Eu gostei de vários e Kate também e começamos a pechinchar preço. Eu não compraria porque estava prestes a viajar e ficaria com ele ocupando espaço, mas Kate comprou um vestido tomara que caia com uma estampa muito bonita: de ¢20 por ¢12 – com minha ajuda e da Ana, claro!
Compra feita, tempo fechando e nada de Lorena. O tempo mudou tão de repente que os vestidos começaram a cair com o vento e já não me sentia tão segura em baixo daquela tenda, mas começou a chover forte. O melhor foi o vendedor querendo que a gente decidisse sair ou ir para trás de um banco na barraca (onde não veríamos a rua direito), porque estávamos atrapalhando seu “recolhimento de produtos”. A essa altura do campeonato já estava enforcando a Lorena mentalmente, até que ela chegou de táxi – no qual entramos e seguimos para a casa de Rustom. No meio do trajeto, a chuva parou: ainda bem.
Eu não sou boa em reparar em nomes de carro, muito menos conheço carros diferentes do que todo mundo conhece, só sei que o carro do Rustom, em que fomos eu, as meninas e o Mounib (seu amigo), era grande e podia levar até 7 pessoas e todas as suas bagagens, além do motorista – e no maior conforto. A viagem passou rápida, até mesmo porque fomos conversando, escutando música e comendo os doces brasileiros que restaram da festa e muffins. E foi em meio a essas conversas que descobri a base do nosso cardápio por lá: comidas ganesas para comemorar a independência de Gana – se eu não considerasse a delicadeza do gesto, diria que recebi a notícia com certa tristeza e um gosto “apimentado” no paladar.
Chegando lá, não encostamos um dedo na bagagem: os empregados se encarregariam. A casa é bonita, de dois andares e com uma bela vista para o estuário (Ada). O cenário é encantador, mas mal sabia que a viagem (e suas belezas) estava apenas começando.
Nossas coisas foram alocadas na lancha, que seria guiada por Rustom até o nosso verdadeiro local de estadia: sua ilha particular – desculpa! Lá deixamos nossas coisas, sem desembarcar, porque seguiríamos para um passeio para conhecer o local e tentar encontrar crocodilos – sim, há crocodilos aqui!
Após apreciarmos a paisagem e passarmos por diversas outras casas (como a que ficaríamos) e vilas, paramos em um local bastante silencioso, rodeado por verde à espera de pelo menos um de nossos “amiguinhos”. Ficamos conversando sobre viagens enquanto isso e definitivamente Ana, Rustom e Munib tinham uma lista de cidades diferentes em países diferentes para escolher suas melhores experiências – não sei Lorena e Kate, mas eu me senti a pessoas mais pobre e alienada do mundo com tanta mordomia e história para contar.
No final das contas, os crocodilos não vieram e nos restou tirar algumas fotos e partir. Até mesmo porque estávamos doidos para beber e comer algo. Quando finalmente descemos em terra firme, visualizamos nossa estadia: os homens ficariam em um quarto e as mulheres em outro, ficando um terceiro quarto para o único casal “à bordo”. Os homens tinham cama e a gente, em cinco, dois colchões de casal. Poderíamos reclamar se: não soubéssemos que tudo ali era DE GRAÇA, com direito a energia (só é possível possuir energia com gerador) e água (também dependente de reservatório).
Nossa primeira refeição ganense do final de semana prolongado, demorou para sair e o tempo parecia ainda maior com a fome que eu estava. Enquanto isso, nos sustentamos com amendoim e... bebida. Por sinal, bebida é o que não faltava: vodka, whisky, malibu, absinto, rum, sucos, refrigerantes e água. Optei por uma bebida padrão de início, vodka e sprite, mas logo resolvi experimentar vodka, sprite, malibu e suco de abacaxi (se alguém souber o nome, muito bom). Enquanto a comida não ficava pronta, “apreciamos” plátano e inhame fritos.
Minutos depois, a comida estava servida: arroz com feijão (uma mistureba e sem o nosso tempero querido – saudade) e espaguete (sem molho), com o molho apimentado à minha espera – preferi acrescentar sal apenas, apesar de ter ficado horrível. Pelo menos eu não coloquei os dois molhos (vermelho e preto) como a Kate, que na primeira garfada começou a chorar.Evitei ficar bebendo demais, porque estávamos em uma ilha e em outra cidade, portanto os shots estavam fora da minha lista. Antes mesmo de fazer a digestão do jantar, um bolo chegou dedicado à Laura (a mesma do Bella Roma que perguntou que fantasia iríamos na Brazilian Party) com direito à tentativa de acendê-lo com absinto espalhado sobre a cobertura – digo tentativa porque é óbvio que não deu certo.
Inicialmente achei que o bolo era pelo seu aniversário, mas na verdade era para sua despedida, já que ela iria embora na segunda-feira à noite de volta para Letônia (ou seria Lituânia?) - ainda bem que não dei parabéns.
Toda feliz com o pessoal empolgado, achei que merecíamos uma foto juntos. Então programei minha máquina sobre o “sofá”: a primeira não tinha todo mundo e na segunda, para a qual chamei todos, já não estava super segura, mas a equilibrei e cuidadosamente me juntei aos demais... quando, de repente, Lorena surgiu correndo com sua máquina e a colocou do lado da minha, que já não estava mais lá no segundo seguinte: minha máquina caiu com o zoom “no meio do caminho”, já não ligava mais e estava um pouco amassada e torta no zoom. Para completar, não tiramos a foto. Apesar de a Lorena falar que se houvesse conserto ela pagaria e se não houvesse ela me daria a dela, meu humor mudou completamente: odeio ficar sem máquina, ainda mais num lugar maravilhoso desse. Além disso, faz pouquíssimo tempo que consertei seu flash e não queria gastar ainda mais com ela.
Como o dia estava quente e tínhamos muita água doce à disposição, resolvemos nadar, com direito a taças de vinho em mãos: ideal para esquecer minha máquina “torta”. Ainda curtimos uma boia de uns três metros de diâmetro onde podemos deitar e sentir a água sem estar “solto” na água (mais uma vez, se alguém souber o nome, ficarei grata!). Quando o relógio marcou dez horas, saí da água para falar com o Pedro, até mesmo porque nem tive tempo de mandar e-mail hoje. Foi quando me toquei de que, mesmo com todo esse paraíso à disposição, me faltava alguém para ser perfeito. Como tudo que é bom dura pouco, meus créditos acabaram e gostaria de reservar meus outros ¢5 para segunda-feira, já que no dia seguinte ele me ligaria. Voltei para a água, ficamos conversando, bebi mais um tanto, saí, tomei banho e capotei na nossa cama coletiva.
PS: A foto do bolo é após a tentativa de acender sua superfície- reparem que a escrita já está toda borrada! Cada uma...








0 comentários:
Postar um comentário