À noite, Bob convidou a mim e a Aga para conferir Manchester United contra o Milan no The Honey Suckle (esse pub e o Champs são conhecidos por exibirem jogos internacionais de futebol). Tomamos banho, trocamos de roupa e partimos para lá sem muita enrolação porque começaria às sete e para variar nosso motorista saiu da empresa quase uma hora mais tarde por causa das “ladies” (sim, não sei o nome delas e nem faço questão – aquelas grossas!).
Pagamos ¢10 cada para entrar, valor que seria revertido em consumação. O bar estava lotado e no início nem lugar para sentar tínhamos direito. Depois de alguns minutos em pé um casal ofereceu lugar em sua mesa e, então, pudemos pedir algo para comer. Enquanto Aga e Bob pediram hambúrguer, pedi salada (neste momento posso imaginar a cara de desgosto dos meus companheiros de bar em JF, que estão acostumados a rachar comigo uma porção de fritas – às vezes com carne ou lingüiça –, mas ao mesmo tempo os faço recordar de que costumo comer as tiras de tomate, pimentão e cebola que a compõe): o prato veio caprichado e foi suficiente, por incrível que pareça – pena que eu tive de pagar ¢5,50 (mais de R$6), valor inadmissível na minha vida de universitária/recém-formada no Brasil.
A noite não foi boa para o time de Bob: 4 a 0 para o Manchester. Como disse para ele, se fosse meu time eu estaria chorando de raiva – é, eu admito, costumo ser passional assistindo jogos do São Paulo. Nesta hora, me deu saudade de ver o Campeonato Paulista, mesmo sabendo que meu time é um fracasso no estadual comparado ao Brasileirão: ainda bem que, pelo menos, os ganenses adoram futebol e a Copa do Mundo está chegando.
Os dois foram para o Duplex, mas eu fui direto para casa “namorar”, afinal todo dia que eu posso, como o povo daqui é animado para sair, emendo a saída no MSN – tudo bem que quando cheguei tivemos que ficar no Yahoo, mas diante das circunstâncias sempre digo que o importante é ter um software de conversas instantâneas à disposição, não importa qual.
Mesmo sem webcam e sem microfone funcionando com minha super internet, conseguimos matar a saudade e, por incrível que pareça, estamos sabendo lidar com todos esses obstáculos. Uma coisa é certa: quando chegar no Brasil quero jejum disso tudo (agora entendo o que o meu cunhado sentia, em seu um ano de namoro à distância com minha irmã, quando boa parte das vezes queria mandar o Skype para o espaço – apesar de eu ainda os invejar por não poder usar o Skype adequadamente).
Mais ou menos isso... tenso!


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