Roupa trocada, bolsa com as edições da What's On de janeiro e cartões de visitas da Diretora de Marketing (porque nosso poder é tanto que nem cartão de visitas próprio, nós temos), começamos nossas visitas por Osu – região em que moramos. Awet Hotel, Yami's Restaurant, Lara Mart e mais dez lugares abriram suas portas para nos receber falando sobre as vantagens de ser um de nossos anunciantes. O mais irônico era notar que uma polonesa e uma brasileira falavam de uma revista marcadamente ganense.
Metade dos lugares visitados, paramos em um lugar para beber uma vitamina em plena hora do almoço. Pensei que seria algo bem saudável, mas quando chegou descobrimos que havia sorvete no meio: então tá! De lá, resolvemos voltar em casa para pegar mais revistas, já que não saímos com todas por causa do peso. Mais tantas outras visitas e estávamos de volta em casa às 15h: que beleza! O resultado? Alguns talvez, dois claramente “não”, uns três praticamente “não” e mais um tanto “repassaremos ao gerente”. Para duas inexperientes, eu achei bem positivo e, de quebra, só fomos recebidas por pessoas simpáticas – algo raro no mundo dos negócios, não?!
Minha grana estava praticamente nula e é chegada a hora de retirar o dinheiro que mamãe mandou, já que meu salário deste mês não foi completo. A minha sorte é que descobri onde o Mastercard funciona e é bem perto de casa, portanto apesar do calor insuportável fui e voltei num pulo direto para o ventilador de casa – o ideal seria um ar condicionado, mas ele ainda não está funcionando infelizmente e, diante das circunstâncias nem quero arriscar pedir para a empresa o pagamento no conserto.
Doida para tomar AQUELE banho, por causa do calor, me deparei com um chuveiro sem água... que ótimo! Como já estou ficando acostumada a rir dos empecilhos básicos da vida cotidiana aqui: peguei meu potinho de metal improvisado, mergulhei no grande balde preto cheio de água (objeto permanente no meu banheiro) e tomei meu banho.Como o nosso expediente de hoje acabou mais cedo, resolvi dar uma cochiladinha antes do pôquer, que o pessoal combinou de jogar todas as terças. Aga e eu acordamos, nos aprontamos e fomos ao Venus Bar de táxi – detalhe que a gente tinha ido lá à tarde à pé, mas estávamos com muita preguiça de andar mais. Lá chegando, conheci Edwin, o dono das fichas de pôquer, e mais uma moça – para variar não lembro o nome -, ambos ganenses! Para não deixar passar o encontro em branco... um mico: estávamos quase todos sentados à mesa onde eles jogariam pôquer e só vi alguém colocando uma cerveja na mesa, aí aproveitei para fazer o meu pedido. A pessoa saiu e só vi a Aga e o Nick rindo sem parar. Perguntei o que havia acontecido e o Nick me disse: ele não é o garçom... é o Edwin! Isso que dá não olhar com quem você fala! Vergonha de mim! Pedi mil desculpas, mas ainda ouvi uns comentários dos dois me zoando mais tarde.
Apesar de não ter jogado, aprendi basicamente as regras lendo um papel que vem no kit do Edwin e acompanhando os demais jogarem – até mesmo porque vocês devem imaginar como é aprender em inglês um jogo que você jogou uma vez na vida há 500 anos. O que não me agrada muito nesse programa é saber que apostamos dinheiro: por mais que sejam ¢5 por pessoa em cada rodada, ainda assim é aposta de dinheiro. Eu gosto mesmo é do bom e velho truco (né, Wagner, Marília e Claudinha?) ou buraco (né, Petros, Flévis, Álvaro e Karen?) ou ainda um Presidente, um Mau Mau... Como o jogo não estava nos meus planos, resolvi pedir batata frita – pior foi esperar mais de meia hora por ela.
O meu plano era chegar às 23h em casa para falar com o Pedro, mas o Nick ofereceu carona para mim e para a Aga e eles decidiram passar no Bella Roma, um bar e danceteria, tomar um drink antes de irmos definitivamente embora. Como estava de carona, restou-me acompanhá-los. O bom é que ainda estava com fome e o pessoal, amigos do Nick, estava comendo pizza, mas não estavam dando conta: filei um pedaço – bom!!! O melhor foi que esse pessoal estava sabendo da Brazilian Party no dia seguinte e Laura, da Letônia, começou a me perguntar como era minha fantasia de carnaval... afinal, todas as brasileiras logicamente saem de biquini e plumas pela rua na ocasião. Viva o estereótipo!
A conversa estava boa, mas eles se foram e resolvemos partir, até mesmo porque eu já tinha de estar em casa na internet. Meu lindo estava on e conversamos até eu não aguentar de sono e dormir... de novo! É... acho que estou ficando velha e fraca para me manter acordada: só restou mandar um e-mail pedindo mil desculpas – que raiva de mim!


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