O funcionamento do trabalho é bastante simples: temos três listas de empresas e embaixadas onde a revista deve ser entregue, com os nomes dos gerentes, diretores e responsável pelo departamento de Marketing. Há três listas diferentes, porque há três quantidades diferentes de revista a serem entregues para cada local: eles podem receber uma, duas ou três de acordo com o porte - essa parte mais detalhista do trabalho já estava preparada, já que todo mês a revista é distribuída basicamente para os mesmo lugares. Como eles não vão receber a revista “de qualquer jeito”, além da checagem de qualidade de impressão e finalização da revista, são necessários etiquetas, carimbo, envelopes, embalagens especiais dos correios e formulários de envio.
Como Lucette trabalhou no sábado, a preparação para a distribuição à lista de três revistas por empresa estava concluída. Hoje ficamos por conta das outras duas listas de uma e três revistas, o que incluiu: impressão das etiquetas, checagem das demais revistas, carimbagem, envelopamento, embalagem, contagem, verificação de dados para envio e separação dos pacotes para o transporte – função mais mecânica impossível (e o melhor de tudo é que meu nome não estará lá na distribuição, mas eu tenho uma alma caridosa... tudo bem, parei com o drama!).
Distribuir não é dífícil, é apenas mecânico e cansativo.
Durante esse trabalho super prazeroso num salão completamente quente e sem água para beber (compramos garrafa grande de água duas vezes!), nossa querida “chefe” nos fez duas visitas curiosas – para não dizer outra coisa. Uma foi logo antes do almoço, quando ela veio verificar o quanto já havíamos feito e soltou “ainda?”, sendo que Aga e Lucette falaram que nunca esse trabalho havia rendido tanto quanto hoje. A segunda vez foi no meio da tarde, quando entregaram uns pacotes impressos no salão onde estávamos e ela nos pediu para levá-los até sua sala... detalhe: eram uns seis pacotes provavelmente de revistas que não tinham nada a ver com a gente e nós estávamos trabalhando a todo vapor na distribuição da What's On porque não queríamos deixar nada para amanhã. Enquanto as meninas pegaram um pacote cada uma “numa boa”, eu fui e voltei duas vezes carregando dois pacotes por vez com uma cara nada agradável e logo sentei para continuar o serviço que realmente era de nossa competência no dia. Juro que não o faria com tamanha raiva se a minha querida “chefe” fosse educada o suficiente para pedir esse “serviço” com um sorriso e um “por favor” e, depois de feito, nos dissesse “muito obrigada” - palavras raras em seu dicionário, acredito.
A hora de ir embora com certeza foi a melhor do meu dia, que encerraria sem internet porque não tive tempo de ir comprar meu modem. Pior de tudo é que não sabia se o Pedro estava com o modem de volta, ele não atendeu minha ligação, ele não tem como responder a mensagem que enviei avisando da falta de crédito no meu modem e eu estava cansada demais para ir até uma lan house aqui. Acabei me dedicando a escrever offline para o blog e dormir mais cedo – de vez em quando é bom.


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