Assim, apesar de parecer assustador nos sujarmos de tinta num domingo de ressaca, resolvi acordar e partir para a festa. Liguei para a Aga para saber se iria, já que ela não havia dormido em casa: iria e também estava atrasada e não sabia o caminho. Restou-me ligar para Vivek que, no e-mail convite, deixou o seu número de celular para os perdidos.
A roupa seria completamente colorida, portanto ou colocava algo escuro ou a perderia. Resolvi colocar minha bermuda preta e a blusinha-nova-branca-que-lavei-aqui-e-ficou-rosa: se é para perder, vamos perdê-la de vez. Quando estava ajeitando minha bolsa para ir, me bateu um desespero: a bolsa era a mesma de ontem à noite e meu biquíni não estava dentro – apesar de eu não ter nadado, levei para caso passasse muito calor ou não tivesse outra alternativa (antes não tivesse levado). Como minha bolsa na verdade era um sacola de pano aberta, deduzi que poderia ter deixado cair ou na Ana ou no carro do Nick ou na festa, então resolvi ligar para a Ana. O celular dela deu caixa postal e resolvi ligar para o Nick, que atendeu mais para lá do que para cá. Por fim, me contentei em mandar uma mensagem pedindo ajuda.
Com toda essa confusão, já estava tarde e eu nem havia saído de casa. Assim, esqueci do biquíni por enquanto e, com instruções de como chegar anotadas num papel, peguei um táxi rumo ao local da festa. O lugar ficava próximo da LC House, o que para mim não seria difícil, já que seria minha terceira vez lá. O problema é que as instruções dadas a partir dali não me levaram até meu destino e fiquei perdida com o motorista, ligando para Vivek e Sahil e tentando me achar. Até que marcaram num ponto conhecido pelo motorista de alguém vir me encontrar e, juntos, chegarmos à festa.
Detalhe para a cervejinha sempre presente
Saulus foi quem me “buscou” e já estava todo colorido. Olhei para mim, olhei para ele e perguntei se ainda tinha festa: afinal, já eram mais de duas horas da tarde! Que pergunta idiota! Assim que abrimos o portão, dado o tempo de me desvencilhar de minha bolsa, as cores já faziam parte de mim: em senti uma caloura levando trote em plena África – interessante! Apesar de meio chateada no início – com ressaca, sem falar com namorado, sem biquíni e atrasada na festa -, após comer comida indiana, beber uma cerveja e rir do pessoal se colorindo e jogando água, meu humor melhorou: foram camisetas rasgadas, fotos engraçadas e uma experiência sem igual para guardar na memória. Não deixar a Holi Party de lado foi uma sábia escolha – apesar de ter colorido minha rasteirinha branca de rosa também.
Tentativa de foto com todos presentes
Fui embora antes de escurecer de carona com o big Mike e a Petra. Foi bom ir mais cedo, porque fui convidada a ir jantar com eles na casa do big Mike. Ele nos deixou em nossas respectivas casas para nos recompormos como pessoas normais, enquanto ele fazia as compras – tudo bem que com um chuveiro SUPER POTENTE com água gelada, não conseguiria tirar todas as cores; restando a Jaqueline com uns vermelhos e verdes ainda em parte das costas e nos braços (faz parte!).
Lá, Tânia, Radek, Mike e Anne (francesa que conheci hoje) se juntaram a nós para, na verdade, lancharmos. Antes de big Mike preparar tudo, eu e Anne ficamos conversando na sacada, tomando vinho: ela acabou de chegar aqui e uma das primeiras experiências em Gana foi essa loucura de festa indiana. Logo depois, Giovani se juntou a nós. O papo estava bom, mas foi melhor ainda sentarmos para comer: pão de hambúrguer, frango desfiado, salada e maionese. Estava uma delícia, exceto eu ter comido sem querer as DUAS ÚNICAS PIMENTAS que haviam no frango desfiado: chorei de tão fortes – logo eu!
Passadas duas horas lá, resolvemos partir: big Mike nos levaria de volta, mas Radek estava de carro e nos deu carona. O dia foi longo e cansativo e não tinha meu namorado online, mas resolvi ficar na net. Fiquei até meus créditos acabarem: hoje completei um mês com modem. Dá-lhe eu me virando para comprar os créditos na Zain antes das 17h durante a semana. Não quis pensar nisso e dormi.




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