O dia começou monótono. Monótono porque acordei sozinha para ir trabalhar e o trajeto pareceu mais longo do que de costume. Sem a Aga, Philippa não se reuniu com a gente e preferiu nos enviar à impressão offset novamente para conhecermos melhor os tipos de papéis. Como chegamos lá mais uma vez para encher o saco dos funcionários da gráfica, um deles se dispôs a preparar umas amostras de cada tipo de papel e suas respectivas gramaturas. Como Philippa não iria ficar feliz com essa “mordomia” e Lucette estava toda preocupada, resolvi tirar foto das máquinas para complementar o material teórico que estou preparando por conta própria. Ao final da manhã, Philippa cogitou a possibilidade de eu ir para a casa ficar com a Aga, já que não seria recomendável ela ficar sem ninguém, mas precisava aguardar a chegada do meu chefe para explicar e pedir autorização. Antes de meu chefe chegar, Lucette ligou para a Aga e ela falou estar muito melhor, então não seria necessário eu ir.
Almoçamos em um lugar bem próximo da empresa, porque nem com vontade de almoçar eu estava direito. Minha desilusão era tamanha que resolvi ligar para Gifty e pedir ajuda ao pessoal da Aiesec local: tínhamos uma reunião marcada no comitê local à noite. A boa notícia é que, logo depois do almoço, ficamos sabendo de uma reunião cujo assunto principal era a revista. Lucette, que namora com um dos diretores da companhia, sabia que eles estavam estudando a possibilidade de a revista retornar paga invés de gratuita. Na esperança de que algo novo estava começando, nós nos empenhamos em planejar esse novo viés. Mas a alegria durou a duração da reunião: Anyama (sim, a Diretora de Arte que eu pensava ter sido demitida também) disse que não houve manifestação do meu chefe sobre a possibilidade de What's On se tornar paga e ainda noticiou que ele está com a ideia fixa de tentar fechar 20 anúncios para a revista continuar – somado ao fato de que “estamos perdendo tempo”, preferi respirar fundo.
Chegando em casa, expliquei para a Aga tudo o que aconteceu durante o dia e ela resolveu ir comigo à Aiesec CUC também. Tomei banho e pegamos táxi até lá. Longe! Foi o táxi mais caro que já paguei: ¢8! Chegando lá, cumprimentamos os intercambistas presentes e subimos no terraço conversar. Resumindo: Gifty disse que, se amanhã não tivéssemos reunião e definições de plano de trabalho, ela marcaria uma reunião com a diretora de marketing, com o nosso chefe, ela, Aga, eu e Mawuli (que mediou nossa vaga com a empresa) para terça-feira – porque segunda comemora-se a Independência de Gana, portanto: feriado. A ideia, no final das contas, é deixar bem claro por que estamos aqui e o que eles devem nos proporcionar.
O táxi de volta foi muito mais fácil de negociar e conseguimos o valor de ¢6 de cara – talvez seja porque o lugar é tão longe, que quando se está lá o taxista só pensa em voltar logo para uma região movimentada e se tiver passageiro para isso, melhor ainda! Chegando em casa, só queria saber de navegar na internet. Como ando uma leitora relapsa, resolvi me atualizar nos blogs da minha lista e... comentar obviamente! E lógico que tinha que falar com meu lindo e, infelizmente me despedir por ter de dormir. Só digo que é incrível como nossa conversa flui e inevitável como ela menciona nossos planos para quando eu voltar - e não há melhor sensação em saber que esse dia vai chegar.
PS: Perfeita!
Ceia mórbida
3 semanas atrás
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