quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sábado, 23 de janeiro – Conhecendo mais e mais pessoas (Saudade I)

Acordei no início da manhã com a roupa que cheguei da festa e resolvi virar gente (tomar banho, colocar pijama... coisas que pessoas normais fazem). Mas o sábado com sono acumulado me fez dormir de novo: acordei mesmo a uma hora da tarde com a Aga me convidando para almoçar na casa de um dos intercambistas - depois de providenciar meu celular e, se desse, uma agenda e compras. Como a ideia era ter ido de manhã, minha única aquisição foi o celular – o comércio aos sábados só abre de manhã, exceto uma loja ou outra e supermercados.



Ryan, o intercambista anfitrião, é da Malásia e tem uma amizade colorida com Aga – sim, fui de vela para variar. Ele mora em uma casa disponibilizada pela empresa e perto dela (mesma região em que vou trabalhar, inclusive: cheguei a pesquisar sobre o TN da empresa em que ele trabalha, mas acabei negociando com a Grafitec). A conversa foi ótima e a comida nem se fala: tinha arroz parecido com o japonês e os mesmos ingredientes do sukiaki (mas ao invés de shoyu e açúcar, o molho apimentado daqui). É óbvio que tive de repetir o prato. Dentre os assuntos, inevitável falar da vida de intercambista aqui, que sofre com as tentativas de “conquista”. Como disse Aga: no início passamos por isso, mas é só não dar trela. Com certeza não dou trela! Já tenho quem eu quero e minha intenção aqui é me desenvolver pessoal e profissionalmente, nada mais.

Falando em quem realmente interessa, percebi que podia ligar para alguém especial - além de estar com ainda mais saudade porque era sábado (um dia ótimo para um barzinho, um cinema, o que fosse com ele, mas estava aqui). Liguei às seis da tarde, quatro horas no Brasil. A ideia inicial era falar um minuto para evitar gastar muito, mas foi tão bom ouvir sua voz que falamos, falamos, falamos até acabar os meus créditos. É, senti vontade de chorar: que loucura é essa que escolhi? Ficar em uma país que a grande maioria menospreza, ser um tanto inferior porque não tenho um inglês super fluente, me afastar de pessoas tão queridas por isso e raramente entrar na internet para sentir um pouquinho menos de saudade. Foi um lapso, foi saudade, foi vontade de estar do lado e não poder, eu sei: a culpa não está aqui.

Bom, como tudo que é bom dura pouco, meus créditos acabaram, sem terminar a vontade de ouvir sua voz. Após alguns segundos reflexiva, volto à Accra com Aga me chamando para irmos, pois teríamos mais uma festa de aniversário de dois italianos. Compramos nossa bebida, desta vez vodka, e vamos a pé, pois é bem próximo de casa. Lá chegando, descubro que tem churrasco! Tudo bem, não se compara ao nosso brasileiro, mas para quem anda comendo pratos típicos de Ghana foi um sonho.


Conheci mais intercambistas: da República Tcheca, da Eslováquia, da Alemanha e da Romênia. Aproveitei e tirei muitas fotos, já que ontem minha bateria acabou rápido e deixei de registrar muitos momentos. A gente se divertiu tanto, que topamos ir a um bar depois. Chegando lá, me deparei com dois casais de senhores e garotas, o que me deixou meio indignada, mas ao mesmo tempo consciente de que no Brasil não seria diferente encontrar casais como estes. Viramos duas bebidas brindando os aniversariantes, mas não sei os nomes delas, só sei que eram bem doces e nem fez tanto efeito: acordaria cedinho no dia seguinte.

2 comentários:

G disse...

ai, jaque! vc tá aproveitando tanto aí e vai aprender tanta coisa que o tempo vai passar rápido! assim q vc conseguir internet melhor essa sensação melhora!

Laila Hallack disse...

"Com certeza não dou trela! Já tenho quem eu quero e minha intenção aqui é me desenvolver pessoal e profissionalmente, nada mais."

ooooooooooooo amor é lindo!!