domingo, 23 de agosto de 2009

Catarse


Não faço questão de esconder um sentimento tão forte como o que sinto mais uma vez, infelizmente. Tantas oportunidades desperdiçadas, tanto trabalho desperdiçado, tanta disputa de ego. Isso resume as motivações para o sentimento de impotência que me aflige. Ou eu sou muito idealista ou convivo com muita falta de ideal.
Cargos, representatividade, poder. Palavras que ultimamente andam desvinculadas de mérito, estratégia, visão política. Política, ao contrário do que estamos cansados de ver por aí, vai muito além de realização profissional e pessoal. Sob seu exercício, espera-se apenas uma coisa: que seja feito tudo o que está ao alcance para realizar o fim proposto. E o fim proposto não deve ser cego, nem parcial. Deve ser coerente com a estratégia e com as expectivas das pessoas que são impotentes na instância maior.
De lado políticos falhos, imaginar um futuro de sucesso fica fácil. Mas eles estão ali, sempre estarão e não se trata de pessimismo: é realismo!
Independente de disputa de egos, continuemos trabalhando, fazendo acontecer, fazendo a diferença. Partindo desta premissa, frutos sempre virão. Uns mais saborosos, outros nem tanto. Serão belos? Muitas vezes não. Não desista por isso. Beleza não combina com política – pelo menos não era para combinar.

5 comentários:

Naissa Viana disse...

Será por que me identifiquei com o que você está falando?
Muito bom o texto, Jaque. Parabéns!

Álvaro Dyogo disse...

Jaque, Jaque... revolte-se sim, mas não se sinta impotente... derrotas só fazem as pessoas crescerem... e a vida é feita de escolhas, que nem sempre são certas... mas acaba que chegamos onde queremos se este for o lugar que é pra estarmos, de uma forma ou de outra...
bjo!

Anônimo disse...

Por isso que acredito piamente que você será uma pessoa de grande sucesso ;)

G disse...

tem gente que insiste no mesmo erro... e é isso que diferencia as pessoas.

Edson Marques disse...

Jaque,

O Google me diz que meu poema Mude foi citado por você.

Agradeço!

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.


Livro Mude, já foi editado pela Pandabooks, com prefácio de Antonio Abujamra.

Abraços, flores, estrelas..