domingo, 3 de janeiro de 2010

2010: O ano (novo?!)

Estava demorando eu falar sobre o ano que se inicia. Para mim, o ano mais desafiador dos meus últimos 22 anos. Se bem que sempre achamos que um ano é mais desafiador que o outro (ainda mais quando a transição dos anos envolve transições em nossas vidas).
2010 promete. Promete me confundir, me deixar tensa, me deixar surpresa, me deixar triste e ao mesmo tempo feliz. É realmente um divisor de águas – não que as águas passadas sejam ruins. Na verdade, vejo 2010 com os olhos da humanidade na chegada do novo milênio: muitas expectativas e receios. Pode parecer exagerado, mas ter uma profissão para chamar de minha me permite a comparação (olha minha turma aí na foto!).

Formandos Comunicação Social Diurno 2009/2 - UFJF

Responsabilidades, funções, objetivos, promessas a cumprir, barreiras a superar... Ações que temos o dever de desempenhar a cada ano vindouro e que agora se mostram ainda mais imprescindíveis para que eu realmente mereça um ano de sucesso, para que este seja O ano.
Como diria Carlos Drummond de Andrade: “Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.
2010 já começou e estou mexendo meus palitinhos para que seja completamente novo. Ah, sim, novo com amigos, família, valores e uma pitada de inocência – “velhos” indispensáveis. Um ótimo e NOVO ano para todos nós!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Por que o espanto?!

Durante seis meses morarei e trabalharei em Gana, na África. Para mim, uma experiência que tem tudo para ser incrível, com todos os obstáculos naturais de um intercâmbio - ainda mais profissional. Ouvi muitas frases de motivação e apoio, mas a reação da grande maioria com a notícia foi terrivelmente esperada. Por tanto pré-conceito, resolvi esclarecer alguns pontos que posso esclarecer por ora, ainda aqui no Brasil.

Eu não nasci negra. Pelo contrário: sou bem branca, principalmente nos últimos anos (fechada na sala de aula, no trabalho ou em casa, “pegar uma corzinha” anda difícil). Na verdade, me considero amarela nas fichas de cadastro, por meu orgulho à descendência oriental. Falar de cor de pele chega a ser engraçado, exceto o fato que temos de nos identificar com nossa raça e valorizar toda uma história por trás dela, nada mais há a ser distinguido, ressaltado. Todos somos seres humanos em seus diferentes contextos, com diferentes experiências de vida e localidades. E ponto.

Eu não nasci rica. Nunca fui rica. Mas também não posso reclamar dos bens materiais que a vida (meus pais) me proporcionou e acaba sempre me proporcionando. Na realidade nem faço muita questão de aparelhos de última geração ou o mais veloz, o mais potente, o melhor. Basta ser funcional e útil. Também não faço questão de frequentar os lugares mais POPs ou integrar a coluna social. Para mim, a vida é boa com vivências agradáveis ao lado de pessoas agradáveis: vivências e pessoas que me façam a maior parte do tempo satisfeita e feliz. E ponto.

Eu não sou a mais culta e nem tenho a pretensão de ser. Talvez seja privilegiada em algumas áreas, muito pouco em outras. Talvez saiba falar mais em algumas situações, nem tanto em outras. Acho que conheço e sei na medida certa, sempre propensa a conhecer e saber mais e mais. Nesse incessante acesso à informação e com a possibilidade de tê-las privilegiadas em boa parte do tempo, é fato que posso me considerar culturalmente bem “abastecida”, mas nem por isso especial, superior. E ponto.

O meu país não é perfeito. Nos últimos anos, teve melhorias sociais e econômicas, mas nem tanto. Além disso, politicamente anda podre – desculpe-me os patriotas otimistas, grupo em que também me insiro, mas é fato. O Brasil ainda tem chão para chegar à perfeição. Muito chão (até mesmo porque nada ou ninguém é ou será perfeito). E os brasileiros? Nem preciso falar! O que se pode afirmar, a meu ver, é que o país é belo natural e culturalmente, com um povo marcadamente “feliz”. E ponto.

Para encerrar momentaneamente o assunto: Até o fim

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pronto... falei!

"Desesperada, mas feliz" no Orkut. "Estranhamente feliz" no Yahoo. "Nem eu sei o que estou sentindo" no MSN. De tudo um pouco no Twitter. De nada a tudo em família. De tudo a nada na profissão. Uma caixinha de surpresas no amor. Assim preencho alguns poucos muitos caracteres neste post, que veio como uma luva numa madrugada pós vidinha rotineira de quem está prestes a ter a vida de pernas pro ar!
Desta vez meu blog, com seu agora irônico e convidativo "Nada está pronto e acabado...", me traz de volta aonde eu nunca saí: pura e simplesmente um ser humano em meio a suas tempestades, sonhos e conquistas.
Poderia ser mais uma vã filosofia, mas a intenção é trazer o concreto, o palpável: é me trazer ao chão. Ao chão de onde nunca saí e onde devo continuar, com alguns toques de ilusão e magia, mas sempre no chão.
Na contagem regressiva para o fim (para o meio ou o começo, como bem entender seu ponto de vista otimista/pessimista/sentimental), me deparo com um turbilhão de sentimentos loucos para serem expressados e aqui me expresso discretamente.
A única certeza que tenho é que estou odiando e amando: odiando a angústia da despedida e amando a delícia do encontro. Tudo e todos passam e vão, vêm e ficam, vão e voltam. Para tudo e todos que de alguma maneira me viram, me vêem ou me verão de maneira especial em suas vidas: eu estou aqui. Para esses alguns poucos e significativos sempre será aí, onde estiverem.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Minha vã filosofia

Sabe quando todos dizem que não e você afirma com todas as letras que é sim e, no final, você tem de dar o braço a torcer?
Sabe quando você idealiza, mas quando analisa percebe que nada era o que você criou na sua cabeça, mesmo assim você insiste em idealizar e, por fim, vem mais uma desilusão para variar?
Sabe quando conselhos e mais conselhos o orientam para chegar mais rápido a seu objetivo, não que você não vá chegar, mas insiste em dar voltas e voltas para alcançá-lo?

Sabe quando o mundo cai, você desaba e, mesmo assim, seus amigos insistem em dizer "olha para baixo que eu estou acenando", mesmo sabendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra?
Sabe quando bate aquela saudade e você tem vontade de largar tudo, sair correndo, dar uma braço, conversar horas e horas seguidas, ver filme, contar piadas e comer porcarias, daí você acorda no mesmo lugar?
Sabe quando você tem uma lista de tarefas para fazer, coloca prioridades, define duração de cada tarefa e uma hora depois você continua no mesmo último item da lista?
Sabe quando todos botam fé em você, menos você, e você se alivia aparentemente, tenta dormir mas não consegue?
Sabe quando todas essas questões são postas num post e você se pega perguntando por quê quer saber tudo isso?

No fundo eu sei que sei, mas prefiro deixar a cargo da filosofia. Mesmo que a minha seja vã.